Barry White Gone Wrong definem objectivos: “Em primeiro lugar, fazer e tocar boa música”

Barry

 

 

Os Barry White Gone Wrong acabaram de apresentar o video do segundo single do disco “Tornado”. O tema intitua-se “Always On The Road”. O Infocul entrevistou o grupo, não apenas pelo segundo single deste disco, mas também para fazermos uma viagem pelo percurso do grupo que se quer impor e marcar a diferença no panorama musical português.

 

 

 

Há bandas que são criadas com a ilusão de altos voos. Vocês foram criados durante um voo, entre Oslo e Lisboa. Foi um bom prenúncio?

Se calhar sim, porque começámos logo a viajar 🙂 E como normalmente acontece sempre num café ou num bar é, no mínimo, original ter sido num avião!

 

 

 

O vosso percurso contou com um ano sabático. Qual o motivo para essa pausa?

Houve vários motivos. Trabalho, músicos ocupados com outros projectos e eu – Peter – só queria trabalhar com eles. Também estava na altura de gravar um álbum e não havia dinheiro. Felizmente, o Miguel Décio voltou e investiu na gravação da “Dynamite” e, a partir dali, nunca mais parámos.  

 

 

 

O regresso trouxe singles que foram passados na rádio, como “Dynamite” e “The Day”, com Zambujo. Foi um bom regresso?

Foi óptimo (risos) já o single anterior, (o primeiro) “Glamour Road” passava na Antena 3 e em outras rádios.

 

 

 

Como surgiu a possibilidade de terem um tema com António Zambujo?

O Peter já o conhecia. Às vezes ia com ele e a banda dele, como condutor quando o roadie dele não podia. Um dia, o Peter disse-lhe que tinha uma música ideal para ele fazer uma participação, mostrou-lhe, ele gostou e disse que sim.  

 

 

 

2017 trouxe um disco homónimo. Como está a correr em termos de promoção e feedback do público?  

O primeiro single e o disco têm o mesmo nome sim, “Tornado”. Pensamos que seria um nome forte. O feedback é muito positivo, temos recebido boas críticas, e gostavamos de ter mais promoção na imprensa  (risos).

 

 

 

Para quem não vos acompanhe ou conheça, como se definem em termos de sonoridade?

Um misto de rock, blues, soul e um cheirinho de funk.  

 

 

 

O que trazem de novo ao mercado musical, ou se preferirmos, quais as características que vos tornam únicos?

A voz grave e intensa do Peter marca a diferença. Além disso, temos trabalhado muito nas harmonias, cantamos todos!

 

 

 

Como é feito o vosso trabalho em termos de composição e escrita de canções?

Já trabalhámos a composição de várias maneiras. O Peter escreve a maior parte das letras; ele canta a ideia e partimos dali; ou o Miguel ou o Mário tem um riff ou uma melodia na guitarra e o Peter coloca uma letra. Aconteceu também que o Peter e o Miguel juntaram e escreveram uma letra juntos, enquanto faziam a música. Nos ensaios gravamos também umas ideias mas, normalmente, só criamos com duas pessoas ao mesmo tempo.  

 

 

 

Como analisam o mercado musical em Portugal? Está sobrelotado ou ainda há espaço para novos artistas?

Há sempre espaço para mais! É pena é haver falta de imaginação e de criatividade. Vemos e ouvimos muitas bandas a soar igual às suas influências…

 

 

 

Em termos de concertos o que podem revelar? Onde poderá o público ouvir-vos ao vivo?

Vamos entrar de novo em digressão em Novembro, até à segunda semana de Dezembro. Começamos e acabamos em Portugal, e pelo meio tocamos em Espanha, França e Bélgica – as datas estão todas na nossa página de FB.

 

 

 

Em termos de redes sociais e plataformas digitais onde pode o público interagir convosco?

Principalmente no facebook, youtube e instagram. Mas o álbum e alguns singles anteriores estão disponíveis em stream e para venda em 700 plataformas online.

 

 

 

Dedicam muito tempo às redes sociais?

Sim! O Peter trata dessa parte, achamos muito importante! As pessoas querem ser interactivas e querem dinamismo. Além disso, é bom também porque quando a banda está mais parada podemos oferecer conteúdos na mesma, como vídeos e fotos, etc.  

 

 

 

Qual a importância que elas têm no vosso trabalho?

É bastante importante, especialmente para a divulgação. Também é bom ver as estatísticas, assim conseguimos medir a popularidade ou a aceitação das músicas e vídeos.  

 

 

 

Quais os vossos objectivos enquanto projecto?

Em primeiro lugar, fazer e tocar boa música. E fazer bons vídeos! Em Outubro vai sair o nosso terceiro single, gravado na Bélgica pelo Gaspar Hötel. Garantimos que vai dar que falar… Em 2018 gostávamos muito de tocar em alguns festivais de Verão e fazer mais uma ou duas tournées na Europa, e quem sabe noutros continentes!

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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