Beja “está a fervilhar de projectos” no âmbito cultural informa o vereador Manuel Oliveira

 Município de Beja acolheu no fim de semana transacto o encerramento do festival de musica sacra Terras sem Sombra. Aproveitámos a ocasião para falar com o vereador Manuel Oliveira sobre o acolhimento feito ao festival, a dinâmica cultural do município e ainda sobre as acessibilidades a Beja.

 

O Alentejo é conhecido pelas suas planícies, gastronomia, mas acima de tudo pelas suas gentes e pelas suas tradições. O bem receber, o amor dos alentejanos pela sua terra, o cancioneiro alentejano a relembrar as tradições ou os monumentos históricos de rara beleza…Os motivos são mais que muitos para visitar o Alentejo e quem o visita, dele não quer sair…

 

 

No passado fim de semana, 18 e 19 de Junho, Beja acolheu o encerramento da 12ª edição do Festival Terras sem Sombra.  Esteve presente o vereador Manuel Vieira, que tem a seu cargo pelouros como Ambiente, Serviços Urbanos, Protecção Civil ou Zonas Verdes.

 

O vereador começou por nos referir que o “Festival Terras Sem Sombras não é só importante para a cidade de Beja mas também para a região. É um festival que tem a particularidade de juntar dois mundos muito diferentes que é a cultura, a música, com a vertente ambiental da biodiversidade. Estes dois mundos aparentemente tão diferentes conseguem contribuir para que o homem na sua plenitude preencha o seu papel e a sua condição porque as pessoas que trabalham na terra, que estão mais próximos da terra tem preocupações com a sustentabilidade. Estes dois mundos complementam-se, o que se reflecte na parte cultural. Este festival dá um grande contributo para a afirmação da região a nível cultural” acrescentando que “o município de Beja, para além de fazer parte da associação “Portas do Território”, e por essa via estar comprometido com o funcionamento da própria associação e com determinadas candidaturas. Atendendo à importância do trabalho desenvolvido. Beja dá um contributo em permanência do ponto de vista logístico ou do ponto de vista estratégico que se encontra à disposição da associação”.

 

 

Para além do festival Terras sem Sombra, Manuel Oliveira referiu-nos que “Beja está a fervilhar de projectos. Está num momento muitíssimo bom da actividade cultural. Nós estamos, por estes dias, a iniciar uma actividade cultural transversal que junta diversas expressões artísticas e que vai prolongar-se por vários dias, por dentro do mês de Junho. Diria que é a melhor forma para suprimir aquelas que são as necessidades culturais do concelho e da região. A população tem vários interesses que vai desde o canto à expressão plástica. Vamos ter tudo isso na rua, actividades que costumam ser dentro de muros. Vamos aproxima-las dos cidadãos. Esta é uma preocupação nossa” quando questionado sobre a dinâmica cultural do município.

 

 

Para quem viaja para o Alentejo existe sempre a questão das acessibilidades.  Por esse mesmo motivo questionámos Manuel Oliveira sobre se é difícil chegar a Beja, tendo nós sido informados que “a acessibilidade para nós tem sido uma preocupação. De alguns anos a esta conta temos tido em foco a questão da acessibilidade. Quem quiser vir ao Alentejo, apesar de termos algumas questões a resolver na rede viária, elas estão encaminhadas. A prazo estas questões estarão perfeitamente resolvidas. Diria que as pessoas que queiram vir ao Alentejo tomar conta com a cultura alentejana não devem tomar as acessibilidades como um impedimento. O mais importante é a forma como o Alentejo acolhe e aquilo que tem para oferecer quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista do ambiente. Temos espaços que estão a aparecer e que são projectos interessantíssimos que respeitam uma lógica racional de desenvolvimento. O Alentejo chegou até aqui um pouco à margem de algum desenvolvimento massificado, de nível industrial. Durante muitas décadas passou ao lado deste processo. Estou convencido que temos um conjunto importante de atractivos para as pessoas visitarem o Alentejo”.

 

 

Quanto à rede de transportes não pode ser usada como handicap para quem queira visitar o Alentejo, isto porque na opinião do vereador “se me disser que a rede viária possa construir um entrave ao desenvolvimento económico. O empresário que quiser montar um negócio na região e que precise de escoar a sua produção, senão houver uma rede viária, poderá ter dificuldades do ponto de vista da actividade que desenvolve. Do ponto de vista turístico é evidente que quanto melhor estiverem as nossas estradas, mais convidativas estarão para que as pessoas se desloquem de cidade para cidade ou de vila para vila. Do ponto de vista turístico não considero que seja um handicap real”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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