Biblioteca Nacional da Argentina recebe dois livros sobre Aristides de Sousa Mendes

 

 

 

A doação dos livros sobre Aristides de Sousa Mendes surge na sequência do convénio estabelecido entre a Biblioteca Nacional Mariano Moreno (Biblioteca Nacional da Argentina) e o Centro Simon Wisenthal.

O convénio destina-se à criação do Fundo Simon Wiesenthal na Biblioteca Nacional Mariano Moreno, a partir de doações de material bibliográfico sobre o anti-semitismo e o holocausto, explica Victor Lopes, luso-argentino e realizador de um documentário sobre o diplomata português.
Os livros agora oferecidos foram ‘Memórias de um neto’ e ‘Aristides de Sousa Mendes. 50 anos de memória’, ambos da autoria de António Moncada S. Mendes, seu neto.

João Ribeiro de Almeida, Embaixador de Portugal na Argentina e Victor Lopes, argentino com raízes portuguesas, realizador de um documentário, sobre Aristides de Sousa Mendes, doaram os dois livros à Biblioteca Nacional Mariano Moreno, numa cerimónia em que esteve presente a directora da biblioteca, Elsa Barber.
Aristides de Sousa Mendes (18 de Julho de 1885 – 3 de Abril de 1954), foi cônsul de Portugal em Bordéus, França, quando aquele país se encontrava sob ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial.

Contra a vontade de Oliveira Salazar (à altura Presidente e ministro dos Negócios Estrangeiros), o diplomata português concedeu milhares de vistos de entrada em Portugal a refugiados, principalmente de origem judia que fugiam da Alemanha, mas também a outros indivíduos, que simplesmente procuravam asilo, pois desejavam fugir de França, em 1940.

Durante três dias e três noites, em Junho de 1940, terá concedido 30 mil vistos.
O primeiro reconhecimento veio em 1966 de Israel que declarou Aristides de Sousa Mendes, ‘Justo entre as Nações’.
Em 1986, o Congresso dos Estados Unidos emitiu uma proclamação em honra do seu ato heróico.
Mais tarde, em 1998, foi finalmente reconhecido por Portugal, tendo sido condecorado a título póstumo com a Cruz de Mérito pela República Portuguesa, pelas suas acções em Bordéus.
O Presidente da República de então, Mário Soares, apresentou desculpas à família Sousa Mendes e o Parlamento português promoveu-o postumamente à categoria de embaixador.
O rosto de Sousa Mendes apareceu impresso em selos em vários países.

 

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