Birds Are Indie com novo disco: “Estamos a prever começar os concertos em Setembro e já temos vários marcados até ao final do ano”

Birds Are Indie celebram, em 2020, 10 anos de carreira. Para celebrar distinta data, acabam de editar “Migrations”. Em entrevista ao Infocul, abordaram este novo disco e, ainda, os impactos da pandemia COVID-19 nos espectáculos que estavam agendados.

A edição de “Migrations” conta com duas edições distintas, uma em CD e outra em vinil. Ambos os formatos contarão com a revisita de 5 canções da sua discografia anterior, reinterpretadas e regravadas, no estúdio Blue House, em Coimbra. Mas como a música lhes parece surgir naturalmente, haverá também lugar para mais 10 faixas novas, estando 5 delas no CDe outras 5 no vinil.

O disco foi editado no passado dia 17 de Abril. O vinil sairá em Setembro.

Qual o balanço destes 10 anos?

Olhar para trás é um pouco surreal. Esta banda começou com pessoas que tinham 30 anos, que mal sabiam tocar qualquer instrumento e que nunca se imaginariam em cima de um palco… Dez anos depois, já vamos em 5 álbuns e mais uns quantos EPs, centenas de concertos em Portugal e Espanha, muitos amigos feitos e muitas histórias para contar…

Quando é que este disco começou a ser pensado? O que distingue este disco dos anteriores?

Começou a ser pensado por volta de Fevereiro de 2019. Estávamos na altura a assinalar 9 anos de banda e pensámos: “Bem, para o ano fazemos 10, devíamos preparar algo especial…”. Então resolvemos preparar este disco que junta músicas novas, com músicas antigas que originalmente estavam em discos já esgotados. Mas todas foram gravadas no final de 2019 e início de 2020, as antigas são uma espécie de revisita, como versões de nós próprios…

Presumo que sonhassem lançar o disco noutra fase, em que o público pudesse ir a espectáculos… Em termos de espectáculos, quantos foram cancelados ou adiados?

Sim, como sempre, o plano era esse. Também trabalhámos muito para isso e tínhamos marcados cerca de 20 espectáculos, em Portugal e Espanha, nos próximos meses. Alguns já conseguimos reagendar para mais tarde, outros ainda não…

Como tem sido este período de isolamento. Tem existido espaço e tempo para novas criações?

Sim, em certa medida, esta obrigação de estar em casa, apesar de um pouco traumática e causadora de grandes prejuízos para todos, tem também a capacidade de estimular novas ideias, novas formas de lidar com os condicionalismos que nos são impostos. Nós, enquanto banda e músicos, até já estamos um pouco habituados a esse registo, as limitações são algo que nos faz querer crescer e/ou reinventarmo-nos. Neste caso, temos aproveitado para fazer canções, desenhar, enviar encomendas de Cds pelo correio… tudo isto enquanto tentamos ir preparando o futuro.

Como perspectivam o regresso aos espectáculos ao vivo?

Estamos a prever começar os concertos em Setembro e já temos vários marcados até ao final do ano, em Portugal e Espanha.

As redes sociais têm sido mais usadas nesta fase, comparativamente ao que faziam?

Usamos mais ou menos o mesmo. A diferença é que talvez tenhamos de ser um pouco mais imaginativos porque não podemos pôr fotografias e publicações de nós em digressão, em palco, em rádios/televisões ou a ensaiar…

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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