Bloom prepara “um concerto ao mais altíssimo nível” no Lux

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Bloom é o nome da mais recente aventura musical do cantor e compositor português JP Simões e “Tremble like a Flower” é o seu primeiro disco. A apresentação oficial do disco está marcada para amanhã no Lux, mas antes e em entrevista ao Infocul, JP Simões falou sobre o processo criativo deste novo disco e também sobre os projectos ao longo da carreira onde tem dado mostras do seu talento e da capacidade de se reinventar.

 

 

 

Bloom é o seu mais recente projecto. Quando começou a ser construída esta sua “nova pele”? 

 

A composição e produção deste disco estendeu-se pelos últimos três anos. O meu anterior disco, Roma, de 2013, foi uma espécie de “sortido” de tudo o que havia feito até à época: digamos que fechou um período de música mais latino-americana, que começou com o álbum 1970, em 2006.  

 

 

 

Podemos afirmar que JP Simões é um artista camaleónico? Como se consegue reinventar ao longo dos anos e com tantos projectos que já integrou? 

 

O camaleão adapta-se ao meio, camufla-se para sobreviver. Eu prefiro ceder às minhas idiossincrasias, mesmo que isso às vezes não me seja profissionalmente proveitoso: sou um artista felino.  

Não creio que o potencial criativo vá esmorecendo com o passar do tempo: no meu caso, a curiosidade e a vontade de reinvenção têm vindo a intensificar-se.   

 

 

 

Ao longo deste percurso qual foi o projecto que mais o desafiou? Calculo que todos eles tenham tido os seus desafios… 

 

O que mais me desafiou e desafia desde sempre é conseguir sobreviver às custas do meu trabalho sem abrir mão de fazer o que me apetece.  

 

 

 

Qual a principal mensagem que tenta transmitir em Tremble like a Flower? 

 

 

“Coração insignificante que a tudo dá significado” 

 

 

 

Podemos afirmar que neste disco junta vários géneros musicais, acabando por criar uma sonoridade única? 

 

 

Creio que sim. Mas mais do que os géneros musicais, são os músicos e a sua interação que criam a personalidade da música. 

 

 

 

Como surgem Marco Franco e Miguel Nicolau neste trabalho? 

 

Conheço e admiro o trabalho de ambos. O Miguel Nicolau partilhou a produção do disco comigo e sem ele nada soaria como soa: ele tem sido uma espécie de síntese de Brian Eno, Robert Fripp, Tony Visconti (e etc) pela forma como abordou o material base, as canções, e desenhou os arranjos e o som para lá das minhas melhores expectativas. O Marco Franco foi a escolha certa para dar expressão e narratividade a todo o ritmo: é um músico esplêndido. 

 

 

 

Enquanto “Bloom” já actuou em alguns palcos. Qual foi o feedback do público? 

 

As reacções mais fogosas têm sido em clubs, com o público em pé e a dançar ao som dos trechos mais psicadélicos do concerto. Em geral, os concertos  têm sido muito bem recebidos. 

 

 

 

Como tem sido a reacção dos seus fãs aos vários projectos que vai integrando? Houve alguma critica (positiva ou negativa) que lhe tivesse ficado na memória? 

 

 

O público que cria vínculos com determinadas fases do meu trabalho tem tendência a refilar quando eu resolvo mudar de rumo ou de forma ou de projecto. Agora, com Bloom, virão uns, irão outros. É assim a vida… 

 

 

 

Para dia 9 de Fevereiro está marcado um espectáculo no Lux. O que está a ser preparado? 

 

Um concerto ao mais altíssimo nível. 

 

 

 

Como convida o público a ir a este espectáculo? 

 

Aproveitem antes que o mundo acabe. 

 

 

 

Como é a relação de JP Simões com os seus seguidores nas redes sociais? 

 

Cordial. 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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