Bruno Pernadas: Prepara concerto no CCB depois de brilhar no Super Bock Super Rock

bruno pernadas

 

 

Bruno Pernadas foi um dos destaques no último dia do Super Bock Super Rock, abrindo os concertos no Palco EDP.

Preferia que não fosse o primeiro. Preferia ser para aí o terceiro ou quarto porque já há muito mais gente a ver os concertos,  só que tem a benesse que não há mais nenhum concerto a acontecer simultaneamente. Isso é o lado positivo”, diz-nos sobre a responsabilidade de abrir o terceiro dia do festival que decorreu no Parque das Nações, acrescentando que “não havia ninguém. Não estava lá ninguém. Antes de nós começarmos a tocar estavam para aí 10 pessoas e eu pensei ‘Olha, pronto.Vamos tocar na mesma e seja o que for’”.

 

 

 

Havia assim tipo…não sei, se calhar 30% do público conhecia e o resto estava a conhecer. E os que conheciam acho que estavam a gostar. Os outros não deu para perceber muito bem. Estava muito calor no palco. Eu estava desconfortável” diz-nos sobre o que sentiu por parte do público que assistiu ao seu espectáculo.

 

 

 

Eu gosto das duas abordagens. Até…também gosto de estar no estúdio. Há essa parte de estúdio que eu também gosto muito que é quando concretizamos uma ideia. Ou seja, mesmo que escreva em pauta. Em pauta não dá para ter a noção como depois soa a música. O que eu faço é, gravo demos e aí já dá para ter uma noção e…ou seja, o nosso ouvido funciona de uma forma bué estranha que é quando estamos a tocar e a ouvir o que estamos a tocar, ouvimos de uma forma e de uma forma mesmo fisicamente desfocado que eu não sei explicar como é. Quando estamos a tocar e estamos só a ouvir, o ouvido ouve como ouvinte, como público, como audiência e aí nesse momento é que se percebe que se a música vai funcionar ou não vai funcionar a nível pessoal. Não é a nível comercial” diz-nos quando questionado se gosta mais da função de guitarrista ou dos momentos de composição, visto ser um dos melhores da sua geração.

 

 

 

Questionámos Bruno Pernadas sobre o que é ou não uma composição comercial, tendo o músico dito que “há duas formas de responder a isso. Há grupos que trabalham só nesse sentido de criar canções para rádios e que sejam comerciais, que sejam easy listening para ter sucesso e de alguma forma a realização pessoal e artística e há pessoas que fazem isso pelo dinheiro. Trabalham em função das rádios e de toda a propensão que pode surgir a partir daí. Ganhar dinheiro com isso, direitos de autor e criar música comercial propositadamente. Mas há outras pessoas que fazem música para elas. A música que gostam de ouvir e que gostam de fazer acaba por estar comercial. Quando se diz comercial é uma música que é de fácil acesso a qualquer tipo de público. Para mim é isso que é música comercial e que é uma música simples e que respeita uma estrutura que já existe há alguns anos, que são músicas pequenas de 3/4 minutos e até há estudos que há muitas músicas que passam na rádio e que são muito conhecidas que o refrão entra aos 20 segundos. E em editoras grandes e em produtoras grandes o refrão entra aos 20 segundos. Às vezes até mais cedo”.

 

 

 

Pedimos ainda ao artista para se colocar no papel de público e classificar a música de Bruno Pernadas: comercial ou não comercial. “Não. Eu acho que é de fácil acesso. A música não é difícil de ouvir. Eu acho que não é de todo comercial neste sentido que nós estamos a falar porque não respeita nada estas estruturas nem respeita toda a ideia de uma canção de rádio. Ou seja, uma canção de verso-refrão-verso-refrão-bridge-refrão. Não respeita nada disso. Nesse sentido que estamos a descrever o termo comercial não faz parte. Agora no sentido de ser uma música de fácil acesso eu acho que é de fácil acesso”, diz-nos.

 

 

 

 

O que vai acontecer é que em Dezembro há um concerto no CCB com Ensemble meu. Hão de ser muitos destes músicos que estiveram a tocar e outros convidados. E neste momento é isso o próximo projecto. Como é uma encomenda nós…eu vou…primeiro, há muitas músicas em que nós vamos apostar que nunca foram tocadas e depois há músicas que eu estou a compor propositadamente para este evento que vai ser em Dezembro no CCB. Portanto é a única próxima oportunidade de ouvir nova música ao vivo ou num circuito assim para o público”, diz-nos sobre os projectos que tem para 2017.

 

Fotografia: Bruno Pernadas/Facebook

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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