Buba Espinho: “O primeiro dia de uma longa carreira, que espero fazer”

A Taberna Albricoque, em Lisboa, recebeu, ontem, uma apresentação à imprensa e amigos, de alguns dos temas que irão integrar o primeiro disco de Buba Espinho.

Antes da apresentação, Buba prestou declarações ao Infocul.pt sobre o novo disco e também sobre alguns dos convidados que o integram.

O primeiro single, como aqui noticiámos, é ‘Roubei-te um beijo’ e conta com a participação de António Zambujo.

Nesta apresentação, e além da presença de Zambujo, destacou-se o cante alentejano, pois houve “cante alentejano, apenas a vozes como ele foi criado e pensado”, antes de explicar que ao contrário do previsto “não teremos o Tiago Nacarato e o Diogo Brito e Faro, mas que estão no disco, como convidados”.

Ontem foi também o dia em que apresentou “cinco novos temas, inéditos. Uma apresentação muito gira, com a identidade do Buba”.

O cante alentejano, esteve a cargo das voes de Buba, Luís Espinho e Luis Trigacheiro, “três vozes fantásticas”, na opinião de Buba.

No disco, conta com um dueto com Raquel Tavares. “A Raquel é das minhas maiores referências, principalmente no Fado. Quando comecei a ouvir fado, ela era das minhas maiores referências. Os discos dela estão quase sempre a tocar lá em casa, posteriormente passei a ter uma relação pessoal com ela. É uma pessoa de quem gosto muito. Respeito-a muito, como música e sobretudo aquilo que é como pessoa. Poder tê-la neste disco foi um grande orgulho e deu um ingrediente especial a este disco”, revelou-nos.

Tiago Nacarato e Diogo Brito e Faro participam, também, no disco, “num tema do António Zambujo e com letra do Paulo Abreu de Lima. É um tema que demonstra também a minha versatilidade musical. Quis ir além daquilo que tenho vindo a fazer e eles deram uma ajuda essencial, quer na produção quer na gravação do tema”.

Buba estava feliz e explicou-nos que “hoje é o primeiro dia de tudo aquilo que eu trabalhei. Obviamente nunca esquecendo o passado, mas eu trabalhei os últimos 10 anos a pensar neste dia, em que fazemos este espectáculo de apresentação para os media e para os amigos. Hoje é o primeiro dia de uma longa carreira, que espero fazer”.

Recordou que “o meu pai sempre fez questão de me levar aos melhores sítios onde se podia ouvir cante alentejano. Tive muita sorte em conhecer as melhores pessoas e os mais velhos. Eu sempre adorei ouvir os mais velhos. Posteriormente criei um grupo coral, só de jovens, e aí desperta todo o amor que tenho pelo cante alentejano”.

Até que, “posteriormente sinto necessidade de fazer algo individualmente, porque o cante alentejano é colectivo, e aí encontro o Fado. Ouço fado desde muito novo, mas a maior presença musical lá em casa era o cante alentejano. O Fado foi uma paixão que fui aprendendo. Comecei por ouvir alguns artistas como o Ricardo Ribeiro, Raquel Tavares, Carminho, Beatriz da Conceição, Fernando Maurício. Depois conheci pessoalmente o Ricardo Ribeiro e o António Zambujo que me desafiaram a vir a Lisboa conhecer as casas de fado, o ambiente fadista. Foi amor quase à primeira vista, a primeira vez que vim adorei. Depois disseram-me ‘ agora vais aprender 4 fados, vais começar a cantar em casas de fado e vais começar a trabalhar no repertório’. E eu aceitei, porque são duas pessoas que tenho como referências. Ouço sempre o que eles me dizem. Hoje em dia valeu a pena ter ouvido o que eles me disseram”.

A gravação do disco “demorou muito tempo, o que é sempre relativo” e o lançamento surge na “altura ideal, porque sinto que é o momento ideal para poder mostrar a minha música e poder defendê-la”.

Ontem, contou com a participação dos músicos “Bruno Chaveiro na guitarra portuguesa, Flávio César Cardoso na viola de fado, André Moreira no baixo e Eduardo Espinho na guitarra eléctrica”, explicando que no disco “são os mesmos” mas que contou também “com a participação do André Dias na guitarra portuguesa num tema, o Rui Pedro Pity no baixo eléctrico num tema e Rúben Alves no piano”.

Nesta apresentação, interpretou temas como ‘Roubei-te um beijo’, ‘Olhos de Mel’, ‘Refém’, entre outros.

 

Fotografias: The Box Studio 17

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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