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A Praça de Touros do Campo Pequeno, celebrou, 18 de Agosto, os seus 125 anos desde a inauguração. A Charanga a Cavalo da GNR, os fadistas Nathalie e Camané, uma leitura da mensagem do Presidente da República, um selo comemorativo da efeméride e duas lápides descerradas integraram o programa festivo preparado para uma noite tão especial.

 

 

 

Durante as actuações da Charanga e dos fadistas ainda entrava público, provocando a quem tinha chegado a horas uma aula de ginástica tantas foram as vezes a levantar e sentar. É uma tremenda falta de respeito ser permitido as pessoas entrarem numa sala de espectáculo icónica durante uma actuação. Bom, mas isso, não deve ser relevante…A tauromaquia é um mundo à parte em que tudo pode ser feito…

 

 

 

A Charanga a Cavalo da GNR esteve sublime na arena lisboeta. É  a única no mundo a interpretar trechos musicais nos três andamentos naturais do cavalo: passe, trote e galope. O público esteve entregue ao espectáculo e foi acompanhando com ao ritmo das palmas.

 

 

 

Seguiu-se a entrega do selo comemorativo do 125º aniversário do Campo Pequeno por parte dos CTT. Nesse mesmo momento foi lida uma mensagem do Presidente da República, que não marcou presença.

 

 

 

Os fadistas Nathalie e Camané trouxeram um Património Imaterial da Humanidade ao Camp Pequeno. Dadas as péssimas condições acústicas da sala (para quando melhorias?!), os fadistas estiveram soberbos. Nathalie esteve sóbria, correcta na afinação, e demonstrando uma clara evolução desde a última actuação em que marcámos presença. Camané esteve ao nível habitual, e isso é excelente. Foram acompanhados por José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola de fado e Paulo Paz no baixo.

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A corrida de touros celebrativa da efeméride contou com os cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles, frente a touros das ganadarias: Vinhas, David Ribeiro Telles, Oliveira Irmãos, Murteira Grave, Palha e Passanha. Pegaram os forcados amadores de Montemor e Lisboa.

 

 

 

João Moura esteve correcto no seu primeiro touro, da ganadaria Vinhas, mas sem grande brilhantismo. Andou no mesmo patamar exibicional no seu segundo touro, da ganadaria Murteira Grave. João Moura é maestro mas ontem, não houve os rasgos de génio. Esteve apenas num plano positivo mas não deslumbrante.

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António Ribeiro Telles esteve francamente bem. No primeiro touro, da ganadaria David Ribeiro Telles, já tinha mostrado a classe, a arte frontal e a acertada brega e escolha de terrenos que o caracteriza, mas foi no segundo touro, da ganadaria Palha, que ‘armou o taco’. É um regalo para os aficionados poder ver um toureiro assim. Esteve num patamar a roçar a excelência.

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Luís Rouxinol teve um touro de Oliveira Irmãos que não tinha nada para oferecer ao espectáculo. Manso, sem raça, distraído, enfim, teve que ser o cavaleiro a fazer das tripas coração e a colocar tudo no ruedo. Sem possibilidade de brilho algum. No seu segundo touro, Passanha, esteve já ao nível que nos habituou ao longo de 30 anos. Esteve francamente bem na brega, na escolha de terrenos, embora não tão bem na cravagem. Mesmo assim esteve num plano exibicional positivo.

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No sector das pegas, pelos amadores de Montemor, pegaram Francisco Bissaia Barreto e Francisco Borges à primeira tentativa e ainda Manuel Ramalho à terceira. Pelos amadores de Lisboa pegaram Martim Lopes e João Varanda à primeira tentativa e ainda Duarte Mira à terceira.

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125 anos de uma história maior que supera todo e qualquer ego dentro do meio tauromáquico. 125 anos que devem ser aproveitados para rever algumas situações relativamente à imprensa…

 

 

Fotografias: Arlindo Homem

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