Campo Pequeno: Luís Miguel Pombeiro revela alguns dos objectivos para a segunda parte da temporada e extra abono

O empresário Luís Miguel Pombeiro concedeu uma entrevista ao Infocul em que, além da próxima corrida no Campo Pequeno, falou sobre a segunda parte do abono e extra abono.

António Ribeiro Telles está já anunciado para a segunda parte do abono. Quanto a mais novidades, explicou que “não quero anunciar nada sem ter as coisas concretas. Há negociações com o Francisco Palha, que virá, há conversações com o Rui Fernandes, há conversações com toureiros que não têm tanta visibilidade como estes que falei mas que para mim têm a mesma importância, porque também se colocam em frente aos touros”.

Portanto, será dada oportunidade aos mais novos ou cavaleiros menos vistos no Campo Pequeno mas que merecem oportunidade de cá vir. Não é fácil conjugar cartéis, porque há uma série de vontades que temos de conciliar, no fundo sou um gestor de vontade: ‘Um quer vir com este, o outro não quer vir com aquele…’. Temos de ir gerindo as coisas a pouco e pouco. Estou em conversações com a maioria dos cavaleiros. Também a corrida mista está pendente, embora tivessem anunciado cartéis, ainda não está nada fechado e será de dois cavaleiros e 1 matador e haverá uma outra corrida mista, na segunda fase deste abono, em Outubro”, acrescentou.

Realçou que “estamos a pensar, se tudo correr bem e o público corresponder, porque ainda há uma parte do público que tem medo em vir aos espectáculos. Contudo, tivemos 0 casos COVID-19 em Estremoz, tivemos 0 casos na primeira corrida no Campo Pequeno, portanto está tudo no bom caminho, respeitamos as regras de segurança, as pessoas virão com toda a certeza. A segunda parte está a ser feita conforme se vai delineando as coisas. Confirmado está já um curro de Veiga Teixeira, os 70 anos da ganadaria Vinhas, haverá um curro Passanha e há outros curros em estudo para três corridas extra que possa vir a existir no Campo Pequeno”.

Sobre os primeiros tempos no Campo Pequeno, disse-nos que “ponho muito empenho naquilo que faço, seja na Praça de Idanha-a-Nova, seja na do Campo Pequeno. Logicamente que aqui os holofotes são outros e haverá sempre quem queira que corra bem e quem queira que corra mal. Mas eu estou cá, quer corra bem ou mal. Há correcções que já fizemos, já anunciámos, estamos sempre a tentar melhorar para que o público saia mais satisfeito, agora veremos como responde. Vamos fazendo a temporada com calma, de forma a tentar chegar a todas as vontades, sabemos que não vamos satisfazer todos. Não vamos dar 20 corridas para conseguir colocar cá todos os artistas que querem. Quem vai mandar é o público, porque se vier e estiver o ambiente que esteve na primeira, é normal que se continue. Se o público disser que não gosta, temos de ir com calma e ver o que se vai fazer”.

Disse-nos ainda que “extra abono poderá haver outra mista, em que até poderão vir toureiros de fora. No abono optámos por portugueses mas extra abono poderemos ter surpresas”.

Quanto a datas extra abono, revelou que poderão ser em “Outubro e provavelmente Novembro, dependendo das datas que estejam disponíveis, porque como sabe isto é uma casa de cultura, mas não apenas da cultura tauromáquica. Também é da cultura tauromáquica, mas felizmente tem valência para outro tipo de espectáculos e que transformaram esta praça num ex-libris da cidade de Lisboa, em que a tauromaquia nunca deverá desaparecer mas em que deve existir outras culturas complementares que até serão boas para que as pessoas tenham curiosidade em vir a corridas de touros”.

Perguntámos se poderíamos ter toureiros estrangeiros no Campo Pequeno e Luís Miguel Pombeiro afirmou que “sim, tenho visto disponibilidade. O Campo Pequeno é, sem dúvida, a capital mundial do toureio a cavalo e há figuras de Espanha, por acaso uma delas até é portuguesa, que eu gostava de trazer, como gostava de trazer outros. São pessoas que têm sensibilidade, que sabem que estamos para 50% e portanto talvez seja possível. Não prometo nada porque não gosto, não depende de mim, mas penso que não é uma utopia da minha parte. Se for uma utopia, também é o sonho que comanda a vida eu também sonhei um dia que vinha para aqui e o sonho concretizou-se. Portanto posso vir a concretizar mais sonhos”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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