“Canções de roda, lengalengas e outras que tais!” encerrou o Festival “O Sol da Caparica”

 

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No último dia do Festival O Sol da Caparica, Samuel Úria, Sérgio Godinho, Ana Bacalhau e Vitorino subiram a palco para cantarem músicas de sempre dedicadas ao público mais novo, apresentadas no espectáculo intitulado “Canções de roda, lengalengas e outras que tais!”.

 

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Antes do espectáculo o Infocul falou com Sérgio Godinho e Samuel Úria sobre este conceito e também sobre o festival dedicar um dia aos mais novos.

 

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Este projecto tem músicas muito leves, como a característica deste último dia de festival. Houve uma necessidade de fazer este concerto, não só com as bandas que estão mais na berra para os mais novos. Este é um concerto para um público infantil com músicas tradicionais. Foi recuperar um pouco o conceito que lhes diria mais. Não só aos organizadores do projecto como aos artistas que iriam convidar para este último dia. Dai nasceu a ideia este projecto com canções mais antigas, tradicionais e pegar, também, em artistas que não são tão destacados” começou por nos dizer Samuel Úria, tendo Sérgio Godinho acrescentado que “não sou o avô cantigas. Sou um avô e canto cantigas. Também há outro aspecto que é importante de destacar que é o facto de termos feito canções que estão na nossa memória colectiva mesmo não sendo tão frequentes em muitas crianças. O que acontece é que agora elas conhecem mais a Xana Toc-Toc e os Pandas. Tudo bem. É como terem contacto com outras correntes”.

 

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Questionámos Sérgio Godinho se o festival ao proporcionar este espectáculos aos miúdos, era uma forma de educar os mais jovens para a musica portuguesa desde cedo, tendo o artista respondido “sem a mínima dúvida porque nós temos um défice a esse nível. A nível musical temos vários défices, porque a educação musical nas escolas é muito incipiente. Não é que não haja pessoas excelentes. Eu fui casado com uma mulher que é professora de música e eu sei bem do que o assunto trata mas esta é uma ocasião excelente e estamos a pensar em gravar um disco com este repertório”.

 

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E haverá alguma preparação diferente quando se canta para um publico tão jovem? “Eu acho que quando chegamos aos ensaios e de chegarmos a este repertório. Por um lado, não existe essa diferença porque este está muito arejado. Em palco estiveram duas gerações diferentes de intérpretes. Este património é o mesmo a essas duas gerações e nesse sentido, quando nós chegamos a palco não estamos a fazer concessões em nada porque estamos a cantar canções que fazem parte do nosso repertório natural, das nossas musicas com as quais crescemos e lembrávamo-nos, sem termos de olhar para a letra. Nesse sentido não houve uma preparação especial. Houve ensaios específicos do que vamos cantar mas até esses foram simplificados porque sabíamos destas canções que brotaram de forma automática pois as conhecíamos, com algumas alterações em relação à letra. Foi uma espécie de brotar de coisas que estão cá dentro, não são produções próprias mas até parecem pois fazem parte de nós” disse-nos Samuel Úria.

 

                              

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Sérgio Godinho e e Samuel Úria foram depois convidados a classificar este festival com apenas uma palavra cada, tendo Sérgio dito “portugalidade” e Samuel Úria “prazer”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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