D.R.

A 9 de Setembro, a revista ‘Pare, Escute e…Ria’ regressa ao palco do Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, em Lisboa.

Com um elenco renovado e novas rábulas, esta revista contará com Paula Sá, Paulo Vasco, Cátia Garcia, Miguel Dias, Fátima Severino, Pedro Silva e Carla Janeiro.

Carla Janeiro, uma das mais bonitas e talentosas actrizes da sua geração, concedeu uma entrevista ao Infocul para falar sobre este novo projecto e o seu regresso ao teatro de revista. A actriz aproveitou ainda para a abordar a situação dos trabalhadores culturais e a forma como tem vivido esta fase de pandemia, provocada pela COVID-19.

Carla Janeiro revelou-nos que “os ensaios estão a correr lindamente, o elenco está muito entusiasmado com este regresso tão esperado e eu estreio-me pela primeira vez no Teatro Maria Vitória, com grande ansiedade e alegria”.

Recordou-nos que “a revista “Pare, escute e… Ria” já esteve em cena durante alguns meses, com casas cheias, e regressa agora com números novos hilariantes e com novo elenco também”, explicando-nos que “o convite surgiu em Julho, quando eu já me preparava para iniciar outro projecto, mas não resisti ao convite do Encenador Flávio Gil, e do Produtor/Empresário Sr. Hélder Costa”.

Assume que “fiquei muito feliz, pois já há muito que desejava fazer teatro de Revista!

Quanto à sua interpretação neste espectáculo, explica que o público “pode esperar ver-me em personagens muito diferentes, caricatas, e com muita graça… espero eu, interpretando rábulas que retratam a nossa sociedade actual”.

Carla relembra que “é um desafio fazer Revista à Portuguesa no emblemático Teatro Maria Vitória, é um género bem popular, que o publico se identifica muito. Eu já tinha experimentado fazer revista no espectáculo itinerante “Tu queres é revista” ao lado do Actor Tozé Martinho. Foi esta a minha primeira experiência na revista e fiquei com vontade de fazer na Catedral da Revista, que é o Parque Mayer! É apaixonante no mesmo espectáculo vestir vários personagens. Eu adoro rir e fazer rir, e quem me conhece, sabe bem que sou sempre a “palhacinha de serviço”. Não deixa de ser uma enorme responsabilidade subir ao palco e fazer rir o publico sempre com a sátira social bem presente”.

Vincou que “estou ansiosa com esta estreia… surgiu na altura certa!

Quanto à actual situação de pandemia pela qual passamos, revelou que “foi muito complicada esta fase, pois vi-me impedida de trabalhar como actriz. Como dou aulas de dança, nunca parei, e fiquei em casa a dar aulas online, já o meu marido que também é actor ficou totalmente sem trabalho. A nossa classe foi das mais afectadas, uma vez que já é um problema de raiz, que há muito, todos nós precisamos de respostas”.

Em termos de carreira, confessou que “adoraria fazer um papel dramático, uma vez que nunca fiz”.

Sobre o seu percurso, fez um resumo: “Eu comecei muito jovem, entrei para o Conservatório Nacional de Dança de Lisboa com 10 anos, mais tarde estudei teatro no TEC, e a partir daí nunca mais parei. Dancei em companhias de Dança e Programas de Televisão. Um dia sem esperar, fui convidada a fazer um casting para uma girlsband, as Tentações. Escolheram-me e a minha vida mudou completamente. Tornei-me uma figura pública, apresentei um programa de Televisão e participei em várias Telenovelas. Tudo aconteceu naturalmente. Durante este percurso, fui mãe da Carolina, e tinha a certeza que não podia cruzar os braços. A carreira artística tem altos e baixos, mas eu tive a sorte e a perseverança de nunca desistir. Fiz Teatro Musical e Teatro Infantil no Teatro Politeama, e os últimos anos tenho percorrido o país a fazer comédias com a companhia do já falecido Tozé Martinho. Dar aulas de dança é outra paixão que nunca deixei! Sempre segui o meu sonho, mas com a razão bem presente!

A revista “Pare, escute e… Ria” é uma luxuosa Revista à Portuguesa, cheia de grandes números de comédia e dança, textos com muita piada, e um elenco extraordinário! Por isso vale a pena sair de casa para passar um bom bocado, e rir muito”, diz em forma de convite ao público.

Sobre o facto de agora as salas não estarem esgotadas, devido às directivas da DGS, assume que “claro que eu como artista, é um prazer fazer um bom espetáculo, seja para 10, 100 ou para 1000 pessoas, mas o facto de não ser possível as salas estarem cheias, é para nós uma preocupação, pois a receita do Teatro Maria Victória vem exclusivamente da bilheteira”.

Para quem quiser interagir consigo, diz que “os Fãs pode contactar-me através das redes sociais, quer seja na minha página de Facebook quer seja no Instagram”.

Venham ao teatro de Revista. A Revista é um género de teatro exclusivamente português, que tal como Fado ou o Cante Alentejano, deve ser preservado e admirado na sua essência natural. O Teatro Maria Vitória é cuidador desse legado teatral e sem a ajuda do publico será muito mais difícil de preservar. VENHAM AO TEATRO, VIVA O TEATRO!!!”, rematou.

A encenação, coordenação e direcção de ensaios é de Flávio Gil, que assina também o texto em conjunto com Miguel Dias e Renato Pino. A música é de Eugénio Pepe, Miguel Dias e Carlos Pires. Orquestração e direcção musical é de Carlos Pires, direcção vocal de Miguel Dias e produção do empresário Hélder Freire da Costa.

Os horários de Pare, Escute e…Ria são De Quinta-Feira a Domingo às 21:30 e Sábado e Domingo também às 16:30. A antestreia é a 9 de Setembro, estreia a 10 de Setembro. Ambas, pelas 21:30.

Bilhetes disponíveis em: https://teatromariavitoria.bol.pt/?fbclid=IwAR1GWKjW0O8gE3dhk6Vu06t2Wh3uL2-S5VUC3jvJ6ROg3muw5gy1b_fmqpc

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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