Carlos do Carmo dedicou concerto no CCB à “memória e saudade do Zé Pedro”

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O Grande Auditório do Centro Cultural de Belém esgotou para o espectáculo de fado de Carlos do Carmo. Este concerto insere-se no ciclo Há Fado no Cais, uma co-produção entre o Museu do Fado e o CCB.

 

 

São 54 anos de carreira e uma elegância em palco quase inigualável. Carlos do Carmo sabe sempre o que dizer, como dizer e o momento certo para o fazer. Tudo o que diga em palco é motivo para um aplauso do público, por vezes até de forma exagerada.

 

 

Carlos do Carmo preparou uma ‘surpresa’ para este espectáculo. Além dos seus ‘meninos’ tradicionais, trouxe um percussionista e um clarinetista. Aposta arrojada para um dos nomes mais importantes do Fado, mas que fez todo o sentido e resultou em pleno. Agora já ninguém se pode queixar do uso de instrumentos ‘menos tradicionais’ no Fado.

 

 

O espectáculo abriu com um instrumental, belíssimo e muito bem interpretado, surgindo depois o fadista em palco perante um longo e efusivo aplauso da plateia.

 

 

Carlos do Carmo criou um alinhamento baseado nos seus maiores êxitos, aos quais acrescentou alguns fados raramente cantados e um que estreou em absoluto no Grande Auditório.

 

 

Num dos vários diálogos que foi mantendo com o público, Carlos do Carmo agradeceu a “generosidade e carinho que me têm dedicado”, revelando até que “tem dificuldade em conseguir retribuir”. Afirmou ainda que cantar para o seu público “é a melhor terapia”.

 

 

Dedicou o espectáculo à memória e saudade de Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, falecido ontem.

 

 

Do alinhamento constaram os icónicos “Um homem na cidade”, “Por morrer uma Andorinha”, “Gaivota”, “Os putos”, “Bairro Alto” e “Lisboa menina e moça”, entre outros. Cantou ainda “Ne me quitte pas”, “Olhos Garotos” de Lucília do Carmo, um poema de Hélia Correia que integrará o novo disco do fadista a ser gravado no próximo ano para celebrar os 55 de carreira, os últimos versos que Vasco Graça Moura lhe ofereceu, e ainda vários temas que foram agradando ao público.

 

 

Carlos do Carmo esteve acompanhado em palco por: José Manuel Neto na guitarra portuguesa, João no clarinete, Carlos Manuel Proença na viola de fado, Marino de Freitas no baixo e Vicky Marques na percussão. O som esteve a cargo de Becas e o desenho de luz de Pedro Leston.

 

 

 

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Notícia publicada a 02/12/2017


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