Carlos Pinto de Sá: “A cultura é um investimento, é algo que tem a ver com os valores da sociedade”

 

 

A Câmara Municipal de Évora apresentou, ontem, a sua programação anual. A cerimónia decorreu no Teatro Garcia de Resende e no final do evento, o presidente do município, Carlos Pinto de Sá, em declarações a’ ODigital explicou a aposta na cultura.

O autarca começou por destacar “essa componente de atractividade pela componente cultural em Évora e naturalmente também satisfazer os visitantes e o turismo que vem a Évora. É uma componente de grande importância mas não é a única. Para além dessa nós queremos ter uma cidade com uma grande dinâmica cultural que tenha capacidade para ter expressões artísticas de diversas origens e dirigidas a diferentes públicos e que animem a cidade, nomeadamente com os artistas e grupos locais que tenham a capacidade para fazer e desenvolver a sua arte, digamos assim, e termos a capacidade de integrar todos esses contributos num programa cultural vasto. Portanto, eu diria que a componente de atractividade é importante mas a componente de dinâmica interna é também muito importante. A programação que apresentamos hoje para o Teatro Garcia de Resende, pela primeira vez apresentamos uma programação para o ano inteiro, que pretende também que os próprios habitantes de Évora possam atempadamente olhar e ver o que preferem, há propostas para todos os gostos diria eu, para poderem escolher com tempo as coisas em que pretendem participar. Mas o Teatro Garcia de Resende é apenas uma das componentes da programação cultural que temos preparado para todo o ano”.

Carlos Pinto de Sá revelou ainda que “a cultura é um investimento, é algo que tem a ver com os valores da sociedade” pelo que “não deve ser apenas olhado como despesa numa folha de excel. Mas como um investimento nos cidadãos, desde logo os cidadãos mais novos”.

Sobre o orçamento para esta programação explicou que “aqui no Garcia de Resende ainda suportamos naquela perspectiva de recebermos cá o artista à bilheteira, por exemplo, porque também ainda não estamos à vontade para poder financiar muitos espectáculos. Mas naturalmente que procuraremos que haja algum financiamento para o Teatro Garcia de Resende. Temos depois o Artes À Rua (temos a chamada que fiz para os criadores). Salientaria que por exemplo no Artes à Rua temos um orçamento na base dos 300 mil euros, (num programa em que contaremos os criadores locais, os agentes, as instituições de cultura locais, teremos um orçamento de 150 mil euros, aquilo que queremos é que todos participem, não numa iniciativa de candidatura mas sim de apoio universal ou seja este dinheiro é para todos aqueles que apresentarem os seus projectos e depois obviamente que faremos os acertos para que todos tenham apoio como já aconteceu no ano anterior e no outro ano). Depois temos um outro conjunto de verbas que estão para outros ciclos que foram aqui anunciados”.

 

Texto: Rui Lavrador
Entrevista e Fotografia: Hugo Calado

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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