Com uma energia que faria corar muitos jovens, o dedilhar rápido, psicadélico e tão característico de Santana fez levantar, e dançar, aqueles que assistiam ao concerto sentados. Para além das músicas do novo álbum, com um ambiente tribal e carregado de simbolismo, o músico tocou ainda alguns dos seus grandes clássicos: “Europa”, “Maria Maria” e “Smooth”.

O músico e compositor mexicano, Carlos Santana, actuou esta noite em Lisboa, no Meo Arena, depois de ontem ter passado pelo Pavilhão Multiusos de Gondomar. A digressão “Luminosity 2016” tem como objectivo dar a conhecer o seu mais recente projecto “Santana IV”, lançado em Abril de 2016. Este novo álbum trará boas recordações aos fãs do músico uma vez que, para além de ter como capa um remake da icónica imagem do disco de 1969, recupera ainda a formação original, composta por Gregg Rolie, Neal Schon, Michael Carabello e Michael Shrieve.

 

 

Com pontualidade britânica, às 21 horas em ponto ouviam-se os primeiros acordes da guitarra dourada de Santana. O músico de 69 anos, feitos este mês, dava assim inicio a um concerto com quase duas horas e meia de duração onde a música não parou por um instante. 

 

 

De poucas, mas certeiras, palavras falou sobre a violência mundial, sobre a instabilidade política e religiosa que se vive actualmente e sobre o medo. “Nesta noite não há medo, apenas amor e luz”, declarou. Ora falando em inglês, ora em castelhano, recordou à assistência de um Meo Arena bastante composto, mas não esgotado, o porquê de ter sido distinguido com o título de 20º melhor guitarrista de todos os tempos. Com uma energia que faria corar muitos jovens, o dedilhar rápido, psicadélico e tão característico de Santana fez levantar, e dançar, aqueles que assistiam ao concerto sentados. Para além das músicas do novo álbum, com um ambiente tribal e carregado de simbolismo, o músico tocou ainda alguns dos seus grandes clássicos: “Europa”, “Maria Maria” e “Smooth”

 

 

Perante uma plateia que ia dos oito aos oitenta, literalmente, Santana fez solos extraordinários e carregados de sentimento. Para o fim, um a um, os membros da banda tocaram também eles um solo. De destacar o da baterista Cindy Blackman Santana que, depois de um grandioso momento de inspiração, foi apresentada pelo músico como sua esposa, para surpresa da maioria dos que assistiam ao concerto. 

 

 

1€ de cada bilhete vendido foi doado pelo músico à Milagro Foundation.

 

 

Fotografia: EIN (Facebook Oficial)

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