Casino Lisboa inaugura exposição “Como Vejo o Que Vi”

Como vejo o que vi

 

O Casino Lisboa inaugura, no próximo dia 9 de Setembro, pelas 18h30, a exposição “Como Vejo o que Vi”, da autoria de Artur Pinto. Trata-se de uma mostra fotográfica que poderá ser observada no amplo espaço da Galeria de Arte, localizada na área circundante ao Arena Lounge. A entrada é livre. 

 

 

A Galeria de Arte do Casino Lisboa acolhe, assim, a primeira exposição do fotógrafo Artur Pinto. Estará em evidência, até 22 de Setembro, um elenco de fotografias que revelam um pouco do quotidiano de diferentes populações que habitavam meios rurais na década de setenta do século XX. 

 

 

Considero-me um genuíno fotógrafo amador. O meu gosto pela fotografia iniciou-se em finais dos anos 50 quando os meus pais me ofereceram uma máquina da Kodak, modelo Brownie, mais conhecida por “caixote Kodak”. Fiz as primeiras fotografias deambulando pela cidade de Lisboa. A máquina, entretanto, tornou-se obsoleta, com a rápida difusão das máquinas em formato 35 mm. Mas, eram ainda caras, pelo que fiquei uns anos sem fotografar”, revela Artur Pinto. 

 

 

Aluno da Faculdade de Direito no ano da Crise Académica de 1962, pedi uma máquina emprestada e fotografei parte dos acontecimentos que, então, puseram Portugal no noticiário internacional. Este meu espólio fotográfico, com várias dezenas de fotografias, encontra-se na Fundação Mário Soares”, recorda Artur Pinto. 

 

 

O meu envolvimento no movimento estudantil, de que fui dirigente, marcou de forma indelével a minha formação, em particular no que respeita à abordagem dos temas políticos e sociais. Uma vez cumprido o serviço militar e regressado à vida civil, comprei a primeira máquina fotográfica de 35 mm, assim iniciando uma mais regular actividade de fotografia. Pela minha formação, era inevitável que me preocupasse com a condição humana, com as gentes humildes, com os sentimentos do quotidiano. Na primeira metade dos anos 70, mergulhei nas aldeias da Serra do Montemuro, minha região natal e andei pelo Alentejo. Não procurei retratar tipos humanos, mas as pessoas, rostos e olhares que nos revelavam um país triste. É uma fotografia de rosto humano, feita de uma forma directa, sem efeitos, sem retoques, sem arranjos, olhos nos olhos, a preto e branco, que irei apresentar na minha primeira exposição”, explica o autor. 

 

 

A Galeria de Arte acolhe, de 9 a 22 de Setembro, a exposição fotográfica “Como Vejo o que Vi”, da autoria de Artur Pinto”. Todos os dias, das 15 às três horas da madrugada, excepto às Sextas-Feiras, aos Sábados cujo horário será das 16 às quatro horas da madrugada. 

 

 

Por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Lisboa é reservado a maiores de 18 anos.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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