Cave Story e o novo disco: “Pode ser enquadrado em diversos géneros”

 

 

 

Punk Academics” é o mais recente trabalho discográfico de Cave Story, e foi também o fio condutor para a entrevista que o projecto concedeu ao Infocul, através de Ricardo Mendes. O projecto conta aina com Gonçalo Formiga, Pedro Zina e Zé Maldito .

 

 

 

Quais os maiores desafios na construção deste disco?

Não penso que tenha havido algum desafio maior na construção das músicas, o que mudou em relação aos discos anteriores é que este foi composto durante a gravação e não o processo mais normal, primeiro compões e vais para estúdio e gravas as músicas uma por uma. Aqui o que aconteceu é que pode ter havido mais espontaneidade pelo facto de ter sido construído ao mesmo tempo que foi gravado em que nos obrigámos a estar no estúdio das 9h às 20h todos os dias.

 

 

 

O que podem esperar os fãs de Cave Story, deste disco?

Este disco pode ser um bocado mais intenso e imediato que os outros anteriores mas nunca deixando de ser nós próprios. E esperemos que gostem, naturalmente.

 

 

 

Quando começou a ser pensada a construção deste disco e qual a principal mensagem?

Não houve nenhum dia ou data especifica em que pensámos “Agora vamos compor”. Como sempre fomos autodidatas sempre tivemos facilidade em gravar, registar rascunhos de músicas que mais tarde se podem tornar ideias concretas ou não. Então nesse aspecto nunca parámos de compor mesmo estando a dar imensos concertos. A Special Diners por exemplo é uma música que tem 3 anos e só agora é que sentimos que seria a altura ideal para a gravar por exemplo. O resto das músicas foram ideias previamente gravados nos ensaios ou então compostas quando estávamos a gravar o disco. Este disco espelha um bocado a maneira como trabalhamos, sermos autodidatas e estarmos em cima do processo todo que envolve ter uma banda e neste disco o que está mais presente é a mensagem do DIY (Do It Yourself).

 

 

 

Como descrevem os temas, individualmente?

Acho que os temas deste disco têm uma identidade muito própria. Temos músicas mais intensas e curtas, mais calmas e longas, mais formato canção e outras mais imediatas.

 

 

 

Este disco pode ser enquadrado em apenas um género musical?

Acho que pode ser enquadrado em diversos géneros e isso é tudo um culminar de tudo o que ouvimos, seja em banda ou individualmente. Mas onde nos encaixam mais é sem dúvida algures entre o rock e punk.

 

 

 

Quem esteve convosco na produção, masterização e toda a criação deste trabalho?

Tal como os outros discos, há excepção de 2 temas do disco anterior West, este também foi produzido, gravado e criado por nós. Inclusive o artwork por exemplo, que foi criado por membros das banda, o Gonçalo e o Zé. Não estamos a dizer que não gostamos de trabalhar com outras pessoas, claro que gostamos. Apenas é a maneira como sempre trabalhámos e fazemo-lo porque gostamos.

 

 

 

Como analisam o actual mercado musical nacional?

Acho que neste momento o mercado de musica nacional está em boa forma. Há diversas bandas e muitas promotoras, sejam independentes ou não, que tentam marcar concertos e dar a conhecer os diversos projectos. Inclusive muitas bandas também já começam a marcar tours por exemplo ou dar imensos concertos por iniciativa própria o que é excelente e cada vez há mais espaços para tocar sem ser nas grandes cidades, Porto ou Lisboa.

 

 

 

Quais os maiores desafios?

Neste momento acho que um dos maiores desafios pode passar por falta de alguns apoios mais institucionais, porque muitas bandas ou promotores independentes às vezes não conseguem suportar alguns concertos ou alugar determinadas salas por falta de algum apoio. Mas penso que seja uma situação que está a ser melhorada aos poucos. 

 

 

 

Em termos de espectáculos para apresentar este novo trabalho o que pode já ser revelado?

É irem aos concertos (risos). Mas basicamente podem continuar a contar com a mesma entrega da nossa parte, mas claro com energia e entusiasmo renovados. Estamos muito felizes por poder voltar a pisar os palcos com um disco novo.

 

 

Há alguma sala que haja uma grande vontade em lá actuar?

Acho que podemos dizer que somos bastante felizardos por já termos pisado imensos palcos e ir a imensos sítios que pensámos que nunca iríamos. Neste momento acho que um palco que nunca pisámos e gostávamos imenso seria o Primavera Sound.

 

 

 

Nas redes sociais, onde pode o público interagir e saber novidades?

Neste momento podem seguir a nossa página de facebook (https://www.facebook.com/cavestoryband) ou a nossa página de instagram (cavestory_). Também temos a nossa música no Spotify e página de Youtube.

 

 

 

É dedicado muito tempo à gestão das redes sociais?

Nós estamos constantemente a brincar que somos um bocado slackers em relação às redes sociais, mas neste momento estamos muito mais dedicados e mais preocupados em partilhar eventos e novidades da banda.

 

 

 

Qual a importância das redes sociais para o projecto?

Neste momento muita da divulgação é feita através das redes sociais e a informação chega mais rápido às pessoas que gostam da banda.

 

 

Qual a mensagem que deixam aos leitores do Infocul?

Esperemos que gostem tanto deste disco como nós e apareçam nos concertos futuros. Gratos!

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Notícia publicada a 03/11/2018

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