A Praça de Touros da Chamusca recebeu este sábado, 6 de Abril, um festival taurino a favor da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca.

Em praça os cavaleiros António Ribeiro Telles, João Salgueiro, João Salgueiro da Costa e António Telles filho, além dos matadores Rivera Ordoñez “Paquirri”, Morante de la Puebla, Manuel Jesus “El Cid” e o novilheiro Vasco Veiga. Forcados Amadores da Chamusca e Forcados do Aposento da Chamusca para pegarem novilhos de diferentes ganadarias.

Abriu a tarde António Ribeiro Telles e o António Telles filho numa lide a duo perante novilho David Ribeiro Telles, bem apresentado. Uma lide em ritmo agradável e na qual destacam-se três bons ferros de António Telles filho e um de António Ribeiro Telles, além da boa conexão entre os cavaleiros. Pelos Amadores da Chamusca pegou Francisco Borges à primeira tentativa.

João Salgueiro e João Salgueiro da Costa enfrentaram um novilho da Ganadaria Engenheiro Rosa Rodrigues, construindo uma lide de extraordinária beleza artística. A dupla esteve coesa, segura e foi elevando a qualidade da cravagem das sortes a cada ferro, terminando a lide com o público de pé. Salgueiro da Costa tem dois ferros de parar corações e com batida ao piton contrário, tendo Salgueiro conseguido dois excelentes ferros com cite frontal e dando primazia ao touro. Uma lide de classe e que deixa o desejo de ver mais da dupla Salgueiro. Pelo Aposento da Chamusca pegou Vasco Reis à primeira tentativa.

Francisco Rivera Ordoñez “Paquirri” teve por diante um novilho Assunção Coimbra, 275 kg, no qual esteve com classe, mas muito abreviado, no capote, delegando o o tercio de bandarilhas aos seus bandarilheiro e conseguindo um toureio de arte e templado, o vento foi adversário perigoso, na muleta,com destaque pelo piton direito. A simulação de estocada saiu mal mas não impediu o público de o aplaudir pelo faena levada a cabo.

Morante de la Puebla enfrentou um novilho da Ganadaria Veiga, estando artista e diferenciado no capote. Os bandarilheiros estiveram irregulares no tercio de bandarilhas. Na muleta Morante não deixou créditos por mãos alheias, templando e variando uma faena por ambos os pitons e sacando tudo ao seu oponente. Público no bolso e entregue a um ícone da Tauromaquia mundial.

El Cid lidou um novilho da Ganadaria Calejo Pires. Começou bem no capote, sem deslumbrar, para depois os bandarilheiros estarem desastrosos nas bandarilhas. Na muleta foi o triunfador na vertente de toureio a pé. Arte e temple do início ao fim. Por ambos os pitons, com várias séries de inolvidável beleza e classe. Terminou com um desplante após faena triunfal. Falhou na simulação da estocada.

O jovem Vasco Veiga tinha a fasquia elevada. Diante de novilho da Ganadaria Veiga e esteve bem. Começou com larga afarolada e de joelhos em terra no capote, bandarilhou com qualidade e risco e na muleta esteve seguro e com uma boa série. Não se intimidou com as figuras que o antecederam e deixa bons indícios para o seu futuro.

Um festival que lutou contra o mau tempo, não choveu durante o festejo, teve casa bem composta e com elevado nível artístico e com Salgueiro, Salgueiro da Costa e El Cid e destacarem-se.

Festejo dirigido por Domingos Jeremias, assessorado por José Luís Cruz.

Antes da corrida houve recepção aos toureiros, na Câmara Municipal da Chamusca, na qual compareceram Paquirri, Morante de La Puebla, El Cid e Vasco Veiga. Após esta recepção os toureiros foram transportados em carros antigos até à praça de touros. Os dois cabos dos grupos da terra marcaram, também, presença.

 

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Hugo Calado/ Toureio.pt
Galeria Completa: AQUI

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