Ciro Cruz: “Acho a música portuguesa muito rica como arte mas acho que ainda há muito por fazer em termos de profissionalismo”.

Ciro Cruz, baixista brasileiro, natural do Recife, muda-se para o Rio de Janeiro na década de 80, onde dá início a um percurso de actuações ao vivo com diversos artistas brasileiros (Fagner, Ed Motta, Banda Black Rio, Gabriel o Pensador…). Tem um currículo de gravações com mais de 100 álbuns. Em entrevista ao Infocul elogia a musica portuguesa mas aponta também uma critica ao profissionalismo, neste caso a falta dele.

Ciro Cuz participou em sessões de estúdio o com o baterista Stewart Copeland (The Police), Delmar Brown (Sting / Jaco Pastorius Band) e Howard Levy (Bella Fleck and The Flecktones). Ciro Cruz muda-se para Portugal em 2005. Integrou e dirigiu a banda Rock in Rio em três edições do Festival. Actuou com Rui Veloso, Jorge Palma, Exprensive Soul, Sara Tavares, Incógnito, Omar, Maria Rita… No fado acompanhou Mariza, Carminho e Raquel Tavares.

 

 

Ciro Cruz foi um dos fundadores  da banda The Black Mamba, cujos álbuns “ The Black Mamba “ e “Dirty Little Brother” têm o selo Farol Música.

 

  

Ciro Cruz apresenta os álbuns “Groove Inside” e “Mandala” em formato digital;  álbuns que tiveram edição físca em 2014 e 2015 respectivamente.

 

 

Apresentamos de seguida a entrevista na integra com o musico brasileiro:

 

 

 

Tendo iniciado a carreira na década de 80, qual o balanço que faz?

 

Comecei profissionalmente na década de 80 mas já tocava no final da década de 70 que foi onde absorvi as influencias musicais e decidi que iria ser músico. O balanço é super positivo e hoje tenho a certeza que escolhi a profissão certa.

 

 

Como foi poder gravar a trabalhar com nomes carismáticos da musica brasileira?

 

Foi profissionalmente um aprendizado e uma honra poder ter no currículo tanta gente boa em minha trajectória musical no Brasil.

 

 

Estão agora disponíveis nas plataformas digitais dois discos editados em 2014 e 2015. Qual a importância do digital actualmente na industria musical?

 

Acho que o principal é saber que pode estar ao alcance de pessoas de todo o mundo.

 

 

Sente que tem uma reacção mais rápida do público através das redes sociais e plataformas digitais à sua musica?

 

As redes socias e plataformas digitais é o presente e o futuro do mercado musical. Não há mais como retroceder…

 

 

A nível de discografia esta a ser preparado algo para 2016?

 

Sim. Já gravei o terceiro CD e está em fase de Acabamento. Até o final de agosto vem coisa nova por aí.

 

 

Qual a sua opinião acerca da música em Portugal?

 

Acho a música portuguesa muito rica como arte mas acho que ainda há muito por fazer em termos de profissionalismo. 

 

 

A música brasileira neste momento está a ser prejudicada pelo actual estado politica no Brasil?

 

A música brasileira como arte não. Mas está a prejudicar o mercado musical assim como está a prejudicar todos os sectores económicos  do país.

 

 

Como é vista a musica portuguesa no Brasil?

 

Actualmente os brasileiros já conhecem melhor a música portuguesa do que a 20 anos atrás. Acho que é muito respeitada.

 

 

Para quem quiser acompanhar o seu trabalho onde o poderá fazer?

 

Estou sempre a actualizar os próximos passos de minha carreira pelas redes sociais. Acho que eu e todo o resto do planeta!

 

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6699 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.