Cosmic Mass e a vontade de “contar de forma diferente uma noite épica de copos”

 

 

‘Vice Blooms’ é o disco dos Cosmic Mass, editado a 1 de Março. Em entrevista ao Infocul, o projecto constituído por André Guimarães, António Ventura, Miguel Menano e Pedro Teixeira, dão a conhecer ao público este trabalho discográfico.

O projecto inspirado no rock dos anos 60, conta com uma mensagem clara, que a banda revela nesta entrevista, e promete satisfazer os amantes de rock.

 

 

Vice Blooms. Como caracterizam este disco?

Este álbum é uma tentativa de contar de forma diferente uma noite épica de copos. Imagina-se a personagem principal como aquela voz dentro de nós que de vez em quando nos convence a não ficar em casa depois de jantar e sim a ir beber um copo com amigos, sabendo bem que nunca será apenas um copo. Este álbum é a banda sonora de uma noite cheia de altos e baixos na companhia da personificação do vício.

 

Podemos dizer que é um disco com forte densidade emocional e que obriga o ouvinte a uma grande capacidade de entendimento musical?

O disco é emocionalmente cru e é igualmente directo no que tem para dizer. Tendo isso em conta, o ouvinte há de perceber rapidamente o que o disco tem para oferecer entre as suas camadas, sem necessitar de uma grande capacidade de entendimento musical. Até porque nós não a temos.

Quando começaram a pensar neste disco?

Apesar da primeira música composta para este álbum já ter pouco mais de três anos, o disco propriamente dito começou a ser conceptualizado no final de 2017.

 

Quais foram os maiores desafios?

Sinceramente o maior desafio foi juntar 4 amigos que entendessem o caminho que queríamos seguir e estivessem todos com fome e garra de palco. Outro desafio é a nossa localização, Aveiro. Apesar de ser uma cidade em crescimento no panorama cultural, não existem grandes entidades de promoção, agenciamento e editoras para o nosso estilo. Se não fosse o Luís Masquete teríamos tido uma supra dificuldade em marcar concertos e ganhar reputação. Como Aveiro não tem ainda todas as ferramentas capazes de divulgar o que está a ser feito cá, é também difícil crescer como banda, mesmo com o Luís do nosso lado, marcar concertos em alguns espaços é complicado pois ainda não possuímos a reputação “necessária”.

 

Em termos de espectáculos, o que estão a preparar com base neste disco?

Estamos a preparar uma série de datas para promover o nosso primeiro álbum com uma ideia bastante clara para todos os concertos, do início ao fim daremos tudo em palco, andaremos a 200 km/h sem parar, chamas por todo o lado, suor e diversão. Queremos que quem vá ver um concerto nosso se deixe levar pela energia toda, que se esqueça dos seus problemas por um bocado.

 

Há algum tema que seja o que melhor vos define enquanto projecto?

Apesar de existir uma linha orientadora no álbum, ainda não fizemos esse tema. Estamos a encontrar a nossa “definição” enquanto projecto, sem grandes preocupações e stress, andando com a maré. Não nos queremos impor no sentido de termos que encontrar o “nosso tema”, se é que alguma vez o vamos ter.

 

Como é executado o vosso processo criativo?

O caso deste álbum é peculiar, no sentido em que apareceu em sonhos ao nosso baterista. Ele apareceu num ensaio um dia, com um olhar distante e vidrado e tocou o que mais tarde veio a ser o disco de uma ponta à outra, instrumento a instrumento. Portanto, o nosso processo criativo é pouco usual, esperemos pelo 2º álbum!

 

Quais têm sido os maiores desafios na cena musical, em Portugal?

Como referido anteriormente tem sido a dificuldade em conseguir chegar aos circuitos que achamos que mais se adequam à nossa sonoridade. Precisamos de mostrar a mais pessoal o nosso som, o nosso valor ao vivo. Para além disso, hão de vir muitos mais desafios mais tarde, quais? Ainda não sabemos.

 

Quais os grandes objectivos enquanto projecto?

Os nossos objectivos são chegar a um ponto nas nossas carreiras em que gravamos um álbum, tocamo-lo pelo mundo, e depois repetimos até morrer. E quem sabe… gravar e tocar ao vivo mais de um álbum por ano!

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