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No dia dedicado ao Fado, as Festas do Mar receberam três espectáculos: Fado à Janela com Silvana Peres e Gonçalo Castelbranco, Cuca Roseta e Mariza.

 

 

 

 

Fado à Janela

 

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No oitavo dia de Festas do Mar os espectáculos começaram mais cedo. ” Fado a janela” teve início no edifício da câmara local pelas 19:40 com os fadistas cascaenses Gonçalo Castelbranco e Silvana Peres.

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Ambos os fadistas frisaram que esta noite era especial para eles pois actuavam na terra onde aprenderam a cantar fado e para as suas gentes. Recordaram ainda a antiga tradição das casas de fado na vila algo que se foi perdendo com o tempo. Nesta sexta feira, 26 de Agosto, a Baia de Cascais foi provavelmente a casa de fado com mais bonita paisagem natural do mundo.

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Gonçalo Castelbranco esteve sóbrio e correcto na interpretaçao. De voz rouca e gingão no que a linguagem corporal diz respeito interpretou alguns clássicos do fado e ainda a destacar alguns versos escritos pela sua avo Maria Luísa Sepúlveda Castelbranco.

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Silvana Peres apresentou-se com uma voz limpa e segura. A interpretação atingiu momentos viscerais numa linguagem corporal sóbria. Interpretou alguns clássicos do fado como 2Meu amor Marinheiro” ou “Senhora da Nazaré”, mesmo tendo feito questão de frisar que não é muito religiosa embora se emocione com este tema.

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Algumas centenas de pessoas entusiásticas aplaudiram e apreciaram bastante o espectáculo com dois filhos da terra que foram acompanhados por Pedro de Castro na guitarra portuguesa, Pedro Saltão na viola de fado e Ciro Bertini no baixo.

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Cuca Roseta

 

 

Cuca Roseta apresentou-se pela primeira vez nas Festas do Mar e perante uma imensidão de gente na Baia de Cascais teve um espectáculo muito bem conseguido, em que nada falhou. O alinhamento foi inteligente e bem delineado, o jogo de luzes foi provavelmente dos melhores a que assistimos em concertos de fado e a sua actuação foi sóbria, intensa e com garra.

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Abriu o espectáculo com “Rua do Capelão”, um tema que a acompanha desde o inicio da carreira e com o qual já abria o espectáculo do seu penúltimo disco, “Raíz”, seguindo-se “Lisboa a Namorar” com música de Mário Pacheco e letra de Rosa Lobato de Faria. No final deste tema e em coro o público grita por Cuca Roseta. Entre o espanto e o agradecimento Cuca apresentava sinais de emoção, dando voz a essa emoção, dizendo que “estou a fazer um esforço para não me emocionar”.

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De seguida e com “uma letra muito bonita” nas palavras da artista interpretou “Fado Fé”, seguindo-se “Fado do Contra”, antes de interpretar de Vinicius de Moraes, “Saudades do Brasil em Portugal”.

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Cuca proporcionou uma viagem divida em três fases: fados tradicionais, o disco “Raíz” e o mais recente “Riû”, alternando momentos mais intimistas com outros mais festivos. “Tanto” é talvez dos temas ontem interpretados com a letra mais bonita, seguindo-se o conhecido “Maria Lisboa” antes da tradicional guitarrada em que se assistiu ao talento de Luis Guerreiro na guitarra portuguesa (é incrível como em palco se funde com a sua guitarra), Diogo Clemente na guitarra clássica (recordamos que é também um exímio compositor e produtor), Frederico Gato (acompanha Cuca Roseta há muitos anos) e ainda Miroca Paris nas percussões (um dos mais talentosos na função).

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Cuca Regressou a palco com novo vestido, trocando o branco pelo preto, e dando voz a “Barco Negro”. De seguida e da autoria de Jorge Palma, interpretou o tema que dá nome ao seu mais recente disco “Riû”. Em “Ser e Cor” transmitiu uma mensagem de que quando nos encontramos connosco próprios conseguimos vislumbrar muitas mais cores, antes de chegar a um dos temas mais profundos do seu “Raíz”, “Nos teus braços” composto e escrito por si.

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“Fado dos sentidos” continuou a viagem pela sua raíz, antes de nos apresentar “Amor Ladrão”, o primeiro single do seu mais recente disco. Voltou aos clássicos com “Foi Deus” e encerrou o espectáculo com “Marcha da Esperança” escrito por si e dedicado a Amália Rodrigues.

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Cuca Roseta que no final do espectáculo e em entrevista ao Infocul referiu “que para mim é muito emocionante actuar aqui, quando estava a subir as escadas para o palco já estava emocionada só de ver este mar de gente, ainda para mais porque o meu concerto começou às 21:00, uma hora não habitual e eu tinha algum receio de não ter cá as pessoas todas e não foi isso que aconteceu” antes de acrescentar que “isto é um palco incrível e estava completamente cheio até ao forte”. A fadista acrescentou ainda que está a preparar novo disco e que o mesmo sairá entre o final de 2016 e o inicio de 2017, sendo esse mesmo disco, mais pessoal e com “mais maturidade”.

 

 

O Infocul tem ainda a destacar alguns factos que prejudicaram a reportagem sobre os concertos de ontem nas Festas do Mar. No concerto de Cuca Roseta, apenas foram autorizadas as primeiras três musicas para fotógrafos, quando o manager da artista permite em todos os espectáculos, que toda a actuação possa ser fotografada. Resolvida a questão, os fotógrafos voltaram para a frente palco e puderam assim desempenhar a sua função durante toda a actuação.

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A situação piorou com a actuação de Mariza. Voltou a apenas a serem autorizados três temas para fotografar, algo que todos os profissionais de comunicação social respeitaram, mas posteriormente quando a nossa equipa estava no parque de estacionamento, zona lateral ao palco, a assistir ao concerto através de um ecrã gigante, fomos abordados educadamente por um segurança , que nos informa que “não podem estar aqui, ou vão para a zona de jornalistas ou para ao pé do público. Peço desculpa”. Fomos para a zona de imprensa em que o ecrã ali colocado estava num canal noticioso. Tendo em conta que o Infocul solicitou acreditação de imprensa para a cobertura das Festas do Mar, não faz sentido que essa mesma acreditação obrigue a que se tenha que assistir ao concerto no meio do público.

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Por este facto, retirámo-nos do recinto da Baia de Cascais, o Infocul não apresenta reportagem escrita sobre o concerto da artista Mariza, à qual pedimos desculpa tal como aos nossos leitores, devido a não terem estado reunidas todas as condições para a realização da mesma.

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Mais informa o Infocul, que na presente edição das Festas do Mar, não apresentará mais nenhuma reportagem sobre os concertos que ali se realizarão: dia 27 com Golden Slumbers e Expensive Soul e no dia 28 o encerramento das Festas do Mar com Filipe Gonçalves, Ténis Bar e Orquestra Sinfónica de Cascais.

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Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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