The Cure no Meo Arena: Com muita tranquilidade…

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O MEO Arena recebeu ontem a icónica banda britânica, The Cure, num concerto inserido na maior digressão, que banda realiza desde 2008. Ao todo são 30 concertos em 17 países. Portugal foi um dos privilegiados.

 

 

Com 37 anos de carreira os The Cure proporcionaram um espectáculo com três horas numa viagem por todos os seus êxitos. Num alinhamento com algumas falhas na ordem dos temas, os fãs saíram no final do espectáculo muito satisfeitos com o que tinham acabado de ver e ouvir.

 

 

Por entre veteranos e membros que se foram juntando ao grupo ao longo dos anos, os The Cure apresentaram-se em palco com Robert Smith (voz/guitarra), Simon Gallup (baixo), Jason Cooper (bateria), Roger O’Donnell (teclados) e Reeves Gabrels (guitarra).

 

 

Relativamente ao espectáculo em si, há dois pontos a destacar: por um lado a generosidade no alinhamento, com 31 temas que durante três horas, por outro este espectáculo dos The Cure é demasiado saudosista e com poucas novidades. É como ter a banda a fazer um tributo a si própria em palco. Será que 2017 trará novidades do grupo, como por exemplo um novo disco?

 

 

“Open” e “All I Want” abriram de forma morna, quase fria, o espectáculo no Meo Arena que em termos de emoções andou como montanha russa, entre a euforia total e a calmaria. Ao longo do espectáculo os destaques maiores vão para a interpretação de “Inbetween Days”, o primeiro tema a fazer saltar o público, principalmente os que estavam confortavelmente sentados nos balcões, “The Blood” ou “Lovesong”.

 

 

A banda proporcionou três encores num destilar de êxitos que fez o espectáculo subir de nível. Numa análise a todo o concerto, e que era considerado como um dos grandes concertos do ano, não saímos de todo com essa ideia de lá.

 

Fotografia: Alexandre Antunes / Everything is New

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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