Dear Telephone: “O que nos preocupa é que cada trabalho seja um passo em frente na construção do nosso universo”

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Dear Telephone apresentam um novo disco, intitulado “Cut”, contando com 10 faixas entre as quais a que dá nome ao disco.

 

 

 

Os Dear Telephone contam com Graciela Coelho, André Simão e Ricardo Cibrão e Pedro Oliveira e foram formados em 2010. O primeiro EP, “Birth of a Robot”, foi lançado em 2011, o primeiro disco, “Taxi Ballad”, em 2013 e agora o novo disco que sai a 27 de Novembro.

 

 

 

Em entrevista ao Infocul analisam o percurso, o processo criativo deste disco e ainda o que programam para a carreira.

 

 

 

O que pode o público esperar de “Cut”?

É um álbum onde procuramos levar ainda mais longe a ideia de experimentar e subverter o formato canção, mantendo a toada simultaneamente dura e expressionista que nos define. Os músicos estão mais expostos, as rugas estão mais à vista, os detalhes contam ainda mais.

 

 

 

Quais os maiores desafios no processo criativo do disco?

Foi um processo longo e sinuoso. Experimentamos um método virtualmente oposto ao usado nos registos anteriores. Criamos a base das canções, em improvisos de ensaio. Depois desenhamos as linhas de voz, que ora pairam soltas sobre a estrutura, ora se agarram a ela. E no final, escreveram-se as letras, à procura de revelar um qualquer sentido que já se manifestasse na música. Para além disso, queríamos manter as composições o mais próximas possível da sensação de ouvirmos, em disco, uma banda ao vivo, com poucos artifícios. Isso obrigou a uma maratona – muito prazerosa! –  de ensaios a aprimorar cada detalhe, antes da gravação. Depois foi só entregar o que tínhamos nas mãos do Nelson Carvalho, que revelou, com a naturalidade que imaginávamos, a fotografia que antecipamos.  

 

 

 

Quais as mensagens que pretendem transmitir com este trabalho?

É uma mensagem heterogénea. São várias mensagens. Que têm em comum personagens idiossincráticas, o quotidiano e a cidade.  

 

 

 

Quais as grandes diferenças entre este e o primeiro disco?

A agenda estética da banda não se alterou. A principal diferença foi termos colocado cada um dos músicos, na sua vez, num plano muito mais próximo e apertado. É um disco com mais arestas, mais exploratório e vincado.  

 

 

 

Como analisam o vosso percurso enquanto grupo?

É um trajecto muito ponderado, lento e progressivo, feito de muita exigência e do prazer de tocar juntos.  

 

 

 

2017 está a ser um ano de muitos e bons discos na música em Portugal. O que tem este disco de distinto?

O que nos preocupa é que cada trabalho seja um passo em frente na construção do nosso universo.  

 

 

 

Onde pode o público interagir convosco nas redes sociais?

Estamos representados em todas as redes em que tipicamente as bandas se movem e interagem com o público e com os seus pares.  

 

 

 

Dedicam muito tempo às redes sociais? Qual a importância delas no vosso trabalho?

Certamente dedicamos mais tempo do que o que queríamos, mas faz parte, hoje em dia, da vida de qualquer banda, cuidar da presença online.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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