Diabo Na Cruz: Demonstração de classe culminou em noite apoteótica no Coliseu dos Recreios

 

 

O Coliseu dos Recreios acolheu os Diabo na Cruz, projecto de qualidade e de expressão rock, com letras em português e uma energia inesgotável.

 

 

O nervosismo é muito. Já não fazíamos isto há uns dois ou três dias. Vamos lá pôr a conversa em dia“, disse Jorge Cruz, após um início “Forte” de concerto e quando ainda a “Procissão” ia no adro. Os Diabo na Cruz são constituídos por Bernardo Barata, João Pinheiro,João Gil, Manuel Pinheiro, Sérgio Pires, além de Jorge Cruz.

 

 

“Roque na Casa” começou definitivamente a aquecer as vozes que já cantavam nos primeiros temas. E foi “Tão lindo” que a festa continuava num Coliseu que demonstrava estar no mesmo compasso que os Diabo na Cruz. Uma união musical sagrada é construída pelo talento do grupo e Amor dos seguidores.

 

 

Uma união que se demonstrou inquebrável mesmo a festa demorasse “200 mil horas”. Quem euros gastou para ir curtir o som dos talentosos rapazes acabou por, certo, sentir “Ganhar o Dia”, junto de centenas de pessoas com fixa etária bastante variável, desde o Joãozinho à “Dona Ligeirinha”.

 

 

De “Loucos” todos temos um pouco mas loucura podia ser a classificação atribuída para a devoção que os fãs dos Diabo na Cruz têm à banda. Sabem as letras todas. Do princípio ao fim. O concerto no Coliseu lisboeta foi alucinante tal a energia sentida em todos os temas. Esqueçam aqueles momentos mais calmos… Foi prego a fundo e festa a noite inteira (terminou antes de amanhecer, Vá…).

 

 

Qualquer que fosse a “Terra Natal” de cada um ali presente, a palavra de ordem era “Siga a Rusga” que nos levou para uma vertente mais popular e de raíz da música nacional. Esta aproximação entre o rock e o popular é bem feita e com enorme qualidade.

 

 

“Terra Ardida” tem “Un Petit peu” de erudito e uma componente energética e cósmica curiosa. Com energias repostas, tudo pronto para um “Malhão 3.0” que junta o ontem, hoje é amanhã da música portuguesa.

 

 

O novo disco era o pretexto para este concerto no Coliseu mas os Diabo na Cruz trouxeram um pouco (já muito) da sua “Vida de estrada”, sem disso fazerem uma “Lenga Lenga” (original dos Gaiteiros de Lisboa mas com nova versão e roupagem).

 

 

A festa foi intensa e até pareceu curta e de rápida passagem! Mas não. Teve ainda prolongamento (podia lá faltar a ‘Luzia’) qualitativo que deixou todos os rockers populares, e que de emoções se alimentam, satisfeitos! Diabo na Cruz não são apenas um projecto com qualidade. São o presente e a garantia de futuro da música, de qualidade, portuguesa!

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Notícia publicada a 16/11/2018

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