Diogo Carapinha sonha através de “Estórias” conseguir o reconhecimento, mas rejeita a fama!

 

 

 

Estórias” é o primeiro disco do jovem Diogo Carapinha, um jovem que canta o Fado e que neste disco dá a conhecer as estórias da sua vida e as que o trouxeram ao fado e/ou levaram o fado até si. A gravação deste disco surge após vencer o festival FestFado Alentejo em 2017. Agora que edita o primeiro disco, o jovem ribatejano concedeu uma entrevista ao Infocul, conduzida por Rui Lavrador.

 

 

Filho de um chamusquense e de uma goleganense, Diogo tem o Ribatejo em seu redor, durante todo o seu crescimento. Nasceu em Santarém mas actualmente vive em Alpiarça, para onde foi morar aos seis anos.

 

 

O tema que dá nome a este disco, “Estórias”, tem letra sua e música de Pedro Pinhal. Revelou-nos que “passei para o papel aquilo que tinha na minha mente na altura, na altura não dei o devido valor, é a realidade. Olhava para o poema e pensava ‘era apenas mais um…’ mas passado algum tempo, quando surgiu a possibilidade de gravar o CD fui revê-lo”, tendo então falado com Pedro Pinhal que fez a música para o tema e o resultado foi “exactamente o que pensei, foi engraçado”.

 

 

Em pleno coração de Alfama, no espaço A Muralha Tapas e Vinhos, Diogo Carapinha conversou com Rui Lavrador sobre o disco, no qual recupera temas como “O Homem do Ribatejo” (eternizado por João Chora), “Chuva” (de Jorge Fernando) ou ainda “Gaivota” (Alexandre O’Neill e Alain Oulman). Neste trabalho podem ainda ser ouvidos o “Fado do Ladrão Enamorado” (Carlos Tê/Rui Veloso), “Velhas Entradas de Toiros” (Vítor Rodrigues), “Quinta-Feira de Espiga” (Marcha Manuel Maria- Maria Manuela Cid/Manuel Maria), entre outras estórias que eternizam momentos na memória e na vida deste jovem ribatejano.

 

 

Este disco “tem um pouco daquilo que são os meus gostos, daquilo que comecei a cantar quando iniciei o meu percurso no fado e basicamente é isso”, ou seja, “conta um bocadinho da história de quem eu sou”. Um jovem que tem também o gosto pela escrita, sendo este gosto iniciado com desgostos amorosos, daí que os primeiros textos fossem sobre temáticas como a “Saudade, a tristeza, eram tudo poemas muito pesados”, algo que foi mudando ao longo do tempo.

 

Neste disco participam além de Diogo Carapinha (voz e flauta): Pedro Pinhal (viola de fado e produção musical), Luís Ribeiro (guitarra portuguesa) e Fernando Maia (baixo). O disco conta com masterização de José Pedro e foi gravado no Japestudios.

 

 

Diogo Carapinha mostrou ainda um lado mais pessoal, e por muitos desconhecido, e que envolve a questão da tauromaquia, os seus gostos, o que o magoa, a sua vertente mais emocional e claro, a enfermagem, a profissão que exerce em conjunto com a música.

 

 

 

 

 

Agradecimentos: A Muralha Tapas e Vinhos (local onde foi realizada e gravada a entrevista).

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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