Director do Mosteiro da Batalha sobre o Artes à Vila: “Qualidade dos espectáculos e na participação das pessoas excepcional”

 

 

Durante o último dia do festival Artes à Vila, que decorreu durante quatro dias no Mosteiro da Batalha, falámos com Joaquim Ruivo, director do museu sobre a importância deste festival.

Sobre o balanço que já se podia fazer, a conversa decorreu a meio da tarde, disse que “o Artes à Vila, neste segundo ano como é normal, está a ganhar maturidade e o púbico vai aderir mais nas próximas edições, isso é o mais importante neste tipo de festivais. Às vezes nas conversas com o Eduardo Jordão costumo dizer que fazer uma vez é muito fácil, fazer uma segunda vez é um pouco mais complicado e a partir de uma terceira é que conseguimos conquistar público e ter a certeza de que é uma aposta ganha. Mas neste segundo ano estou entusiasmadíssimo, e isto ainda motiva mais a que o mosteiro e a própria Direcção-Geral o possa apoiar mais no futuro. Porque isto como bem disse faz parte a nossa estratégia e portanto é isso que queremos valorizar na ligação entre o património e o público. Ainda não tenho números concretos sobre o número de entradas, mas sei que os espectáculos têm tido uma adesão fabulosa, os workshops e os ateliers também e isso deixa-me muito, muito feliz. Porque verifico, comparativamente ao ano passado, que há uma qualidade dos espectáculos e na participação das pessoas excepcional”.

Durante os quatro dias do festival, há a destacar, além dos concertos, a inauguração de duas exposições. Uma enquadrada na programação do Artes à Vila e outra na programação multidisciplinar do mosteiro.

A exposição da Fundação Bienal de Cerveira está mesmo enquadrada no contexto Artes à Vila. É a própria organização do festival Artes à Vila que numa feliz ocasião proporcionou esse encontro com Cerveira. E portanto essa exposição é de raiz Artes à Vila”, disse Joaquim Ruivo.

Acrescentou que “a exposição da Roménia, Os Principados Romenos no Tempo da Construção do Mosteiro da Batalha, é uma exposição que já foi programada há um ano com o Museu Nacional de História da Roménia, é patrocinada pela Embaixada da Roménia em Portugal e pelo Instituto Romeno e faz parte dessa dinâmica que nós temos promovidos nestes anos no sentido de fazer boas exposições ou pelo menos exposições que nós consideramos com sentido na capela do Fundador. É uma exposição que contém objectos únicos, emprestados pelo Museu Nacional de História da Roménia, e que permite fazer esta coisa tão interessante que é dois povos, dos extremos da Europa, que fizeram parte da primeira comunidade europeia que foi o Império Romano, que chegaram em determinado momento a ter a mesma língua, as mesmas leis e os mesmos imperadores, um no extremo ocidente e outro no extremo oriente, e que agora a União Europeia acaba por criar laços através da cultura e um conhecimento maior das duas culturas”.

E esta ligação entre os dois povos irá permitir que “o próprio monumento da Batalha possa ter uma exposição, em Bucareste, no Museu Nacional”.

Desta ligação entre Portugal e a Roménia há a destacar a presença, recentemente, do Príncipe Radu e um concerto do trio Cazacu que encheu a Igreja.

Joaquim Ruivo realçou ainda que o Mosteiro tem conseguido ter “Projectos muito consistentes com a Roménia” através do Instituto Romeno.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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