Do Ocidente para o Oriente na pintura de Natália Gromicho

Índia, Timor-Leste, China e Singapura, inspiraram as 71 obras de grande formato, pintadas entre 2012 e 2016 pela artista plástica portuguesa Natália Gromicho, agora reunidas na exposição Do Ocidente para o Oriente que inaugura no Museu do Oriente a 21 de Julho.

Tinta acrílica sobre tela, óleo ou técnica mista, foram usadas nestas obras em que prevalece o abstraccionismo e onde não faltam os tons quentes e as sobreposições densas, de que são exemplo a construção pictórica e ritmo de “Mar Oriental”, “Lago em Tóquio”, “Floresta de Inverno Japonesa” ou “Lost in Singapore”. A par destas, de destacar ainda composições de cariz figurativo em torno da figura feminina, parte de uma série em desenvolvimento. No seu todo, a exposição reúne paisagens, instantes do quotidiano mas também homenagens a ícones culturais, como a gueixa ou o samurai, numa perspectiva multifacetada e abrangente do território visitado e vivenciado.

 

 

A distância que separa o Oriente do Ocidente foi a base do meu trabalho. Nasce de uma profunda admiração pelos povos orientais. Num território culturalmente tão vasto e rico, abordei apenas o que me é mais caro – disciplina, vestuário, arquitetura. Foi para mim um enorme desafio” explica a artista a propósito daquela que é a sua primeira exposição a solo num museu português.

 

 

A ligação ocidente-oriente é uma realidade de facto e não apenas artística: Natália Gromicho terminou, no final de Junho, uma residência artística na Casa Garden, delegação da Fundação Oriente em Macau. As 11 obras daí resultantes estão expostas desde 30 de Junho, na Casa Garden.

 

 

Natália Gromicho estudou pintura na Faculdade de Belas Artes e na Escola ArCo, em Lisboa. Com 20 anos de carreira, assinalados em 2015, tem representado Portugal em várias mostras internacionais, colectivas bem como individuais, num total de mais de 100 exposições. A sua obra integra colecções particulares e institucionais em todo o mundo, com destaque para Portugal, Austrália, EUA, Brasil, Itália, Rússia, França, Reino Unido, Timor-Leste, Singapura e Índia. Natália Gromicho pinta em regime de open studio, permitindo ao público observar o trabalho em curso.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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