Dom La Nena: “Ao longo dos últimos anos venho criando uma relação especial com Portugal”

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Dom La Nena, é uma reconhecida artista brasileira e marcou presença em Portugal neste mês de Novembro para alguns concertos. “Cantando” é o seu mais recente trabalho discográfico, um EP, e sobre ele confessou o que a inspirou em entrevista ao Infocul.

“O EP “Cantando” foi sendo preparado ao longo da turnê que estou realizando desde o inicio de 2015, apresentando meu segundo album “Soyo” começou por nos revelar Dom La Nena, antes de acrescentar “sempre que realizo turnês apresentando meus discos gosto de incluir alguns covers, algumas homenagens, e ao longo destes quase dois anos de turnê do ” Soyo” vim apresentando estas 4 canções que hoje reuni em um EP, chamado “Cantando”.

 

 

São todas canções que canto a muito tempo, que tem um lugar especial na minha memória musical afectiva, então resultou muito natural gravá-las” confessa-nos.

 

 

Sobre a mensagem que estes quatro temas podem transmitir ao público, a artista revela-nos que “para mim essas quatro canções são como um leque de emoções, de períodos, de idiomas…Todas tem um comum o sentimento humano: Por exemplo “Felicidade” , do Lupicinio Rodrigues, é uma verdadeira injecção de felicidade, ou “Les Vieux”, do Jacques Brel, que é uma belíssima visão sobre o sentimento de envelhecer, e sobre a melancolia que isto pode trazer-nos”. Sobre este trabalho discográfico acrescentou ainda que “escolhi gravar o EP inteiro somente com meu violoncelo e minha voz, criando arranjos mais puros, menos estofados, e deixando assim mais em evidência a beleza da canção, da letra, da melodia. São todas grandes canções, e esta foi minha humilde maneira de homenageá-las”.

 

 

Neste momento a artista encontra-se “no final da turnê de apresentação do « Soyo », meu segundo álbum que lancei em 2015, mas no show também estão as quatro canções do “Cantando”, assim como algumas canções do “Ela”, meu primeiro album lançado em 2013. No palco apresento-me sozinha, me acompanhando ao violoncelo, guitarra, teclado, percussões, kalimba, ukulele…enfim, toco uma série de instrumentos, uso alguns recursos que me permitem ir gravando ao vivo o que toco, criando pequenas orquestras de violoncelo, pequenos corais…é uma aventura ! Tenho tido muito prazer em fazer esta turnê sózinha no palco, criando uma relação muito forte com o público, tentando quebrar a barreira entre o palco e a plateia”.

 

 

Ao longo dos últimos anos venho criado uma relação especial com Portugal e o público Português…começou em 2012 quando fiz uma turnê com o grupo Danças Ocultas. Fizemos uma dezena de shows por Portugal, e foi uma experiência muito linda. Eles já têm 25 anos de carreira, por tanto um público sólido e fiel, e foi realmente uma sorte poder fazer meu “début” em Portugal com eles. Depois voltei fazendo aberturas do Rodrigo Leão nos Coliseus de Lisboa e do Porto, e ano passado fiz meus primeiros shows sozinha, em Lisboa, Espinho e Coimbra. Foram shows lindos, sempre lotados, com um público extremamente receptivo” começa por dizer sobre a relação com o público português.

 

 

Entretanto gravei um disco quase inteiro aqui (Soyo) durante 2014, que produzi junto com meu querido amigo Marcelo Camelo, e tenho passado bastante tempo em Lisboa, tenho um carinho especial por Portugal e pelos portugueses…então vir tocar aqui para mim é quase como tocar em casa” diz-nos ainda sobre a o acolhimento que ente nos seus concertos em Portugal.

 

 

Sobre o facto de neste EP ter temas de Jacques Brel, Violeta Parra entre outros, confessa-nos que “todos são grandes artistas e grandes referências para mim como artistas, como pessoas. Violeta Parra, por exemplo, para mim foi uma das maiores mulheres na história da cultura latino-americana… Gravar as músicas da Violeta, do Brel, do Lupicinio ou do Beirut foi só uma pequena maneira de fazer-lhes uma homenagem, como uma pequena declaração de admiração e amor”.

 

 

No EP “Cantando” encontramos os seguintes temas: “Scenic World” de Beirut, “Gracias a la vida” de Violeta Parra, “Felicidade” de Lupicinio Rodrigues e “Les Vieux” de Jacques Brel.

 

Fotografia: Jeremiah

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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