EDP confirma presença do EDP Fado Café na próxima edição do NOS Alive

O NOS Alive teve ontem, 09 de Julho, o seu término e uma das novidades desta edição foi o EDP Fado Café, que teve uma grande afluência de público. Na próxima edição está já confirmada a presença da Rua EDP e do EDP Fado Café.

O Infocul conversou com Ana Sofia Vinhas, directora de marca da EDP, que relativamente ao EDP Fado Café e a toda a Rua EDP (com cerca de 150 metros), começou por nos revelar que “estamos no último dia mas já é possível fazer o balanço. Nos outros dias já deu para perceber o sucesso que é a Rua EDP e o Palco EDP Fado Café. É muito motivador e entusiasma-nos muito a nós, EDP, e enquanto responsável da marca EDP poder ter um projecto e poder dar a conhecer através de uma marca. Nós queremos este projecto e vamos trabalhar neste projecto. Vê-lo a ter sucesso. A primeira vez que entrei na Rua EDP aqui no Alive disse ao Álvaro Covões ‘parabéns porque ultrapassa aquilo que tínhamos imaginado quando vimos a maquete’. Depois é entrar no EDP Fado Café e ver aquele espaço todo cheios de pessoas. A grande maioria é estrangeira que nem entendem nada da língua portuguesa mas sentem a cultura portuguesa e aquilo é a base da nossa música, que é o fado. É muito bom, é muito satisfatório”.

 

 

A Rua EDP contam com a representação de várias fachadas tipicamente portuguesas, questionámos se as mesmas existiam na realidade, tendo a directora de marca da EDP confirmado que sim e explicado a aposta na Rua EDP. “Não é só o público que é internacional, a EDP também o é. O facto de termos apostado nesta rua também é uma forma de comunicarmos com um público que está receptivo e que a marca conhece. Público esse que vem de vários países, onde nós EDP também estamos. A EDP é um grupo multinacional. Nós não estamos só em Portugal. Estamos no Brasil, Estados Unidos e Espanha. Para não falar dos países onde estamos presentes através da EDP Renováveis. É uma forma de comunicarmos com um público que não é português mas também é um público português, para passar um pouco os valores da marca EDP. A Rua EDP são 150 metros onde todos os pormenores foram pensados, desde a calçada portuguesa à traça pombalina. Ao que diz respeito à activação da marca EDP, temos dois espaços que são muito preciosos para a marca EDP. Na nossa nova sede onde temos a arquitectura com o antigo Museu da Electricidade, que agora se chama Central Tejo e o novo Museu da EDP, que é o MAAT ( Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia) vai abrir ao público em Outubro. Na Central Tejo as pessoas podem libertar o artista que está dentro delas e tirar uma fotografia através de uma caneta com pontas luminosas. Podem personalizar essa fotografia se quiserem ficar com uma recordação desta experiência e fazerem uma capa de telemóvel. Temos outros espaços onde convidamos todos os festivaleiros a fazerem uma viagem de 360 graus onde podem conhecer o MAAT, o novo Museu da EDP. Controlas os planos daquilo que queres ver e damos a conhecer em primeira mão o novo Museu da EDP que vai ser um sucesso. É um Museu que é de todos os visitantes que querem ter acesso ao melhor da arte e ao melhor da cultura” antes de acrescentar que o novo museu já tem data de abertura ao público, “há uma data. A grande abertura ao público será no dia 5 de Outubro, feriado. Que melhor data para a cultura abrir portas?!

 

 

O EDP Fado Café, como aqui demos conta, teve uma afluência enorme de público. Questionámos se na próxima edição o espaço seria aumentado e se haveria o Palco EDP Fado Café, tendo Ana Sofia Vinhas dito que “uma coisa posso garantir, a rua vai continuar a chamar-se Rua EDP. O EDP será o EDP Fado Café. Isso posso garantir pois já está totalmente definido. Essa informação estou a difundi-la em primeira mão pois ainda não a tínhamos partilhado com ninguém. Pelo que nós não podemos descaracterizar aquilo que temos ali. Eu percebo a pergunta e eu própria tenho essa dúvida, se devia alargar ou não para ter mais espaço para mais pessoas poderem estar lá dentro para poderem ouvir música. Agora, não podemos descaracterizar aquele espaço. Acho que é uma questão que temos que discutir com o Álvaro Covões”.

 

 

O NOS Alive revelou-se também bastante positivo para a marca EDP, pois o balanço da activação de marca é “bastante positivo. Nós este ano para além de termos marcado pela diferença e inovação, já que num festival de pop/rock temos um palco dedicado ao fado com grandes artistas, grandes nomes do fado português. O Tiago Bettencourt não é considerado um fadista e está lá. É um palco onde há a génese da música portuguesa. O balanço que fazemos é muito positivo. Gostava de falar dos caixotes do lixo que estão na Rua EDP. Eles são fruto de uma parceira que fizemos com o IADE. Lançámos o desafio aos estudantes do IADE para personalizarem, para criarem peças de arte num projecto em que as pessoas não gostam muito de tocar e normalmente não é muito positivo, que é um caixote do lixo normal. De repente criamos caixotes do lixo que são verdadeiras obras de arte. É interessante pois a Rua EDP não tem lixo. As pessoas vão e abrem. Ficam curiosas e querem saber. As coisas não acontecem por acaso. Faz parte do ADN da marca EDP a questão da sustentabilidade. Os grandes pilares da marca EDP, que é uma marca humana, são a sustentabilidade e a inovação. Se repararmos estes três pilares da nossa marca estão todos ali”.

 

 

O futuro dos caixotes de lixo, que viraram obras de arte, permanece em segredo mas Ana Sofia Vinhas sempre adiantou que “primeiro temos que levá-los para outros festivais onde estamos presentes. A seguir vamos ter o Super Bock Super Rock e o EDPCOLLJAZZ. Os festivais começaram em Maio no Rock in Rio mas temos muitos mais pela frente. Estamos a falar de peças que consideramos que vão ter uma utilidade. A EDP compensa todo o CO2 que é produzido no Palco EDP, no espaço que temos no MAAT e na Central Tejo, tal como neste stand. São questões que para nós não são mera propaganda. É com muito orgulho que nós nos afirmamos como a energia oficial da música. Fazemos questão de sermos honestos connosco próprios, com a marca e com aquilo que dizemos”. 

 

 

Terminado o NOS Alive, segue-se o edpcooljazz, que para Ana Sofia Vinhas não é um festival mas sim “um evento musical, um ciclo de concertos muito especial onde é interessante ver que é para todos. As pessoas vão todos os anos com os filhos. Vão assistir aos espectáculos com os filhos, crianças. É muito interessante”. Um evento em que há “o casamento perfeito entre a cultura, este caso a arquitectura, e o ambiente que ali está. É o casamento perfeito para os concertos” referindo-se em especifico aos Jardins do Marquês de Pombal.

 

 

No edpcooljazz, Ana Sofia destaca a presença de Frances, a cantora inglesa que interpreta o tema comemorativo dos 40 anos da EDP. “É o número 1 em várias rádios, sem qualquer tipo de esforço da nossa parte. Não foi uma estratégia de marketing. Foi sem qualquer tipo de acção nossa. É engraçado como a música de uma campanha de repente se torna um sucesso e passa nas principais rádios portuguesas. É muito interessante. A Francis vêm cá dar um concerto muito intimista, que promete ser um grande concerto, no dia 13. Depois termos o Super Bock Super Rock e o MEO Sudoeste. Nós não estamos na música só nos 3 ou 4 meses do pico alto da música, não. A nossa presença na música não se limita a estes meses de verão onde há grandes festivais. Nós apoiamos a música ao longo do ano todo. Apoiamos o fado em Espanha e no Brasil. Levámos o Rock in Rio para os Estados Unidos e ao Brasil. Temos o EDP Live Bands em Portugal e no Brasil e para o ano vamos levar este projecto para Espanha. Esse é o nosso objectivo. O nosso posicionamento não é só a presença da marca nos festivais de música. Nós vivemos a música e o desporto. Há vinte anos que fazemos a maratona, agora que a maratona virou moda. É uma prática de desporto ao ar livre e onde as pessoas estão bem-dispostas e não é poluente, é sustentável. Na activação deste palco central deste stand onde agora estamos, nós premiamos todos os dias as pessoas que mais energia produzem. As três pessoas ganham um mês de energia grátis. A EDP devolve à sociedade aquilo que a sociedade nós dá” remata.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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