Eduardo Jordão faz balanço positivo do Artes à Vila e revela que “parceiros estão muitos satisfeitos com o festival”

 

 

Antes de iniciar o último dia da segunda edição do Festival Artes à Vila, que decorreu de 27 a 30 de Junho na Batalha, falámos com o director artístico, Eduardo Jordão, sobre o balanço que pode ser feito.

Sim, estamos a fechar hoje o último dia do festival mas já podemos tirar aqui algumas conclusões. Penso que foi uma edição muito positiva, o feedback do público está a ser fantástico, os concertos estiveram todos praticamente cheios, estou muito surpreendido com a adesão da comunidade local e da região. Sabemos que vieram pessoas de muitas outras terras que não a Batalha, de norte a Sul, a região aceitou a proposta e decidiram vir cá. Nesse sentido estou muito satisfeito de terem vindo e de não ter sido indiferente”, começou por nos revelar.

Acrescentou que “talvez seja prematuro ainda falar mas eu diria que acreditações no festival foram perto de 2 mil, até agora, entradas no mosteiro são superiores a 3 mil, com turismo que acaba também por usufruir do festival”.

Sobre o orçamento, revelou que “é sempre um assunto complexo mas eu não tenho problemas em falar sobre isso. Mas tenho uma visão muito radical sobre isto. O que estamos a fazer se fossem valores normais de mercado, estaríamos a rondar entre os 80 e os 100 mil euros. Para uma estrutura para fazer o que estamos a fazer! Naturalmente que a equipa que está montada, a amizade, a entrega das equipas que aceitaram e acreditaram que este conceito ter muito impacto e valor no futuro, estamos a fazer isto a metade, a metade dos valores que deveria ser! 40 mil, aproximadamente”.

Garantiu que em 2020 realizar-se-á a 3ª edição do festival, destacando que “há sempre um parceiro fundamental para este projecto que é a direcção do Mosteiro da Batalha, e enquanto o público quiser e o mosteiro nos aceitar, posso assumir que vamos sempre fazer a edição do festival. Eu penso que a população não vai deixar cair este festival, sei também que os parceiros estão muitos satisfeitos com o festival, sei que os empresários da região que nos ajudam financeiramente a montar o festival também acreditam. Existem já alguns desenhos de programação, é prematuro eu falar mas apenas para levantar o véu sobre o que eu gostaria: gostaria muito de ter um ciclo de piano, a solo, de pianistas conceituados e com concertos intimistas , e gostaria muito de concretizar o desejo de ter artistas internacionais. Não no sentido de ter um mega festival com artistas internacionais, nada disso, mas com artistas que mereciam e têm o mérito e poder tocar nestas Capelas Imperfeitas”.

Sobre o festival disse ainda que “um dos pontos de desenvolvimento do festival, o foco na música tradicional portuguesa, este grande património que temos, e o casamento perfeito com o património edificado, que é o Mosteiro e Santa Maria da Vitória, que tem uma importância até da construção da nação”.

Revelou que a “Equipa do Artes À Vila estamos a falar de 20 pessoas, no ano passado tivemos cerca de 80 artistas, este ano perto dos 100 (totalidade dos músicos que integram os projectos)”, quando questionado sobre o número de pessoas envolvidas no evento.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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