El Pacto’ é uma longa-metragem que lançou agora uma campanha de crowdfunding para que possa ver a luz do dia. Com realização e guião de Ana Cavazzana, conta no elenco com Sofia Aparício, Américo Silva, Bruno Huca, Daniel Freitas, entre outros.

Num momento em que decorre a campanha de crowdfunding, o Infocul entrevistou a realizadora e guionista de um filme gay que será gravado em Lisboa e terá na base da sua história um casal homossexual constituído por um português e um brasileiro.

Além da homossexualidade, abordará outros temas fracturantes da sociedade. Este filme é produzido pela Terramoto Produções, a primeira produtora LGBTQ+ em Portugal.

 

Ana, o que retratará a longa-metragem ‘El Pacto’?

El pacto é um romance que fala de racismo, homofobia e imigração, pelo ponto de vista dos dois protagonistas, Bruno (Brasileiro) e Daniel (Português).

Sendo a realizadora e guionista, quando começou a pensar no projecto?

O filme foi idealizado no início do ano, era apenas um romance entre duas mulheres, mas depois decidimos nos unir, eu e meu sócio Daniel Freitas, e percebemos um novo viés, mudamos a história para um relacionamento entre dois homens, de nacionalidades diferentes e reescrevemos o romance de uma forma poética, sem doenças, promiscuidade e sem nudez explícita, e daí surgiu o “El Pacto” como está formatado hoje,  um romance que relata uma relação de amor, como outra qualquer, independentemente do género e/ou da opção sexual. Neste processo de criação, incluímos o Bruno Huca que como homem afro-descendente, nos deu uma outra visão sobre as situações racistas e xenofóbicas que sofre e sofreu durante à vida.

A produtora deste filme, a Terramoto Produções, é a primeira produtora LGBTQ+ em Portugal. Quando surgiu e qual a necessidade de se assumir assim?

Sim, somos a primeira produtora a trabalhar os conteúdos LGBTQ+ e de minorias. Este será nosso foco principal. Não sentimos necessidade de nos denominarmos assim, simplesmente somos os pioneiros. Como “artistas” sentimos a necessidade de não só falar em representatividade, mas sim fazer algo por ela. 


A história passa-se em Lisboa. É devido à multiculturalidade da cidade?

Sim passa-se em Lisboa. A cidade reúne uma variedade de pessoas, sotaques e nacionalidades. É uma cidade diversa e por isso o sítio perfeito para o nosso filme.

Além da homofobia, que outros assuntos retrata o filme?

Falamos sobre inter-seccionalidade, racismo, imigração e xenofobia.

Quem integra o elenco?

Sofia Aparício, Américo Silva, Bruno Huca, Mariana Filipe, Carol Marra, Daniel Freitas e temos mais alguns actores que estão a ler o guião.

Como se financiará este projecto?

Temos um crowdfunding a decorrer, onde à partir de  5€ todos podem fazer de filme, um filme de todos para todos. Além dos patrocínios directos de empresas que queiram ter sua marca associada a este filme, que promete ser algo de alcance internacional.

 

Conta com o apoio de que instituições?

Temos SOS Racismo, Queer Tropical Anajudh, It Gets Better Portugal, Opus Diversidade, Abraço e outras.

Há também intenção de criar uma campanha mundial. Que campanha é essa e com quem a realizará?

Sim existe uma campanha mundial que será um beijo coletivo LGBTQ+ que será desenvolvida pela MCcann Lisboa.

Em termos de condições laborais, como estão os actores neste momento?

Todos estão envolvidos nos seus projetos pessoais, ensaios teatrais e telenovelas.

O filme já está a ser gravado?

Precisamos de dinheiro para avançar com o projecto e agora começamos a ter aparições em Programas de Tv, entrevistas e reuniões com possíveis investidores. Pretendemos começar a pré-produção no fim de março para filmarmos em abril.

Há alguma campanha de crowdfunding?

Sim, neste link https://www.indiegogo.com/projects/el-pacto#/

 

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