Ela Vaz: “Este disco surgiu de uma necessidade de avançar por um caminho próprio”

Ela Vaz - Foto Cat Rain

 

 

Foi voz de vários projectos e edita agora o seu primeiro disco a solo: Ela Vaz. “Eu” é uma junção do lado profissional e pessoal. Um disco de emoções, segundo o que revela a artista em entrevista ao Infocul.

 

 

No seu primeiro trabalho discográfico a solo, que conta com 13 faixas, Ela Vaz conta com a participação de Filipe Raposo, Amélia Muge, Uxía, Miguel Calhaz, Viriato Teles, Ricardo Fino, Rão Kyao, Nuno Camarneiro e Rui Oliveira, além de Joaquim Teles (Quiné), que também assina a produção e a maioria dos arranjos que fazem parte deste álbum. “Eu” também tem canções de José Afonso, José Mário Branco, João Afonso e Pablo Neruda/Victor Jara.

 

 

Como Ela Vaz se define a si própria?

Sou uma cantora muito emocional. A música é a minha forma de libertar e transmitir emoções.

 

 

O que tenta transmitir neste disco, em termos de mensagem?

Este disco surgiu de uma necessidade de avançar por um caminho próprio, após vários anos como cantora e participação em alguns projetos. O que me norteou na elaboração deste disco é que ele reflita a minha identidade musical, as minhas influências, a minha forma de sentir a música. Não pretendo transmitir uma mensagem específica, apenas as minhas emoções.  

 

 

Tem convidados no disco. Quem são e como foi o processo de os escolher?  Primeiro havia os temas ou escolheu primeiro os convidados?

Tenho uma grande alegria em ter o Rui Oliveira, o Rão Kyao e a Úxia como convidados deste disco. O convite para o  Rui Oliveira cantar comigo a música “Ó sino da minha aldeia” foi  quase imediato. É o único fado do disco e foi nos concertos do Rui que comecei a minha carreira, a cantar fado. Pela admiração que tenho por ele como artista  e por tudo que nos une era um convidado incontornável. Quer o “Baile em segredo” com a Uxía, quer a “Travessia do deserto” com o Rão Kyao são músicas que nos transportam para paisagens sonoras diversas. A energia de cada uma delas nos (a mim e ao Quiné, produtor do disco) fez sentir que a Uxía e o Rão Kyao as completariam de forma impar, e acho que foi isso que aconteceu. São dois artistas que admiro muito.

 

 

 

Quais são as suas grandes referências em termos musicais?

A Amália Rodrigues, José Afonso e Mercedes Sosa.

 

 

 

Para quem não conhece o seu trabalho, o que pode esperar deste disco em termos de sonoridade?

Este é um disco que parte das minhas influências, da tradição musical portuguesa, do fado. Com este ponto de partida e num trabalho muito cúmplice com o produtor músical, o Quiné Teles , fomos construindo um disco a que, não por acaso, se chama “eu”. Aceitaram o meu convite para escrever e compor temas originais vários autores que muito aprecio como a Amélia Muge, Nuno Camarneiro, Filipe Raposo, Viriato Teles, Miguel Calhaz, o Ricardo Fino e a Uxía. Inclui também canções de José Afonso, José Mário Branco, João Afonso e Pablo Neruda/Victor Jara. Sou uma cantora de emoções e penso que é isso que se pode esperar deste disco.

 

 

 

Onde pode o público interagir consigo nas redes sociais?

Estou sempre por perto do facebook, na minha página . Poderão também encontrar-me pelo Instagram .

 

 

 

Dedica muito tempo às redes sociais?

Confesso que não dedicava muito tempo às redes sociais, mas tenho tido uma dedicação crescente pois é sem dúvidas uma das melhores formas de chegarmos ao público e dar a conhecer o nosso trabalho.

 

 

 

Como convida o público a comprar e ouvir este disco?

Acho que nunca foi tão fácil ter acesso à música como actualmente, há uma multiplicidade de meios para o fazer.

Quem quiser ouvir a sonoridade do disco pode faze-lo no meu site https://www.elavaz.com/ onde pode também adquirir o CD físico. Poderão também encontra-lo nas Fnacs, bem como no Itunes e Spotify.

 

 

Fotografia: Cat Rain

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6785 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.