Entrevista a Ricardo Magalhães sobre “E agora quem é que manda?”

Ricardo Magalhaes (1)

 

“E agora quem é que manda?” é a nova peça que subirá a palco na Sociedade Musical Ordem e Progresso, em Lisboa. Os ensaios já começaram e o Infocul apresenta a entrevista com Ricardo Magalhães, assistente de encenação/adereços e chapéus.

 

 

“E agora quem é que manda” é a nova revista que subirá a palco na Sociedade Musical Ordem e Progresso, contando com direcção, encenação e textos de Carlos Jorge Español. A Sociedade Musical Ordem e Progresso, volta a apresentar Teatro e desta vez, Revista à Portuguesa “E agora quem é que manda? “, uma original e engraçada Revista, que durante 2.30 horas, vai animar o Público de Lisboa, com Direcção, Encenação e Textos de Carlos Jorge Español, tem ainda dois textos do ex-critico Teatral Títo Lívio, assistente de Encenação e Direcção de Ricardo Magalhães, Músicas Originais do Consagrado Eugénio Pepe e do estreante em Revista Nuno Romero, com Orquestrações de Nuno Romero, e Direcção Vocal do Maestro Ribeiro da Silva, Coreografias de José Nunes, Figurinos do Jovem Setubalense João Praia, confecionados, pela Mestra Rosário Balbi, Cenografia de Américo Grova e João Praia, confecionado por Américo Grova e José Portugal, Cartaz e design gráfico de João Praia, fotos de João Gouveia.

 

 

O Infocul apresenta, no seguimento das anteriores, uma entrevista com Ricardo Magalhães, que aborda a nova revista, as expectativas sobre a mesma e a cultura em Portugal.

 

 

Ricardo, quando surge o convite para integrar este projecto?

 

O convite para integrar neste projecto partiu por parte do autor e encenador Carlos Jorge Español na sequência de um projecto anterior semelhante. 

 

 

O que mais o desafiou em “E agora quem é que manda?”

 

O que mais me desafiou no projecto «E agora quem é que manda?» foi o facto de surgirem novas oportunidades em todos os aspectos, um novo local, novos elementos integrantes do elenco, novas parcerias, novo coreógrafo, enfim muitas novidades/desafios que, apesar de me meterem «medo» são, por si só, desafiadoras.

 

 

Os ensaios já começaram. Começo por questionar como têm corrido?

 

De facto os ensaios já começaram e a meu ver  têm corrido bem. É óbvio que ainda estamos numa fase muito inicial de leitura de textos e «ambientação» das personagens no caso dos actores, nas coreografias no caso dos bailarinos e nas músicas no caso dos cantores, não descuidando de todo o trabalho dos técnicos que também tem sido muito progressivo e positivo. Creio que estamos todos no caminho certo para ser um excelente projecto (melhor que no papel) (risos).

 

 

Em termos de elenco quem acha que poderá ser a grande revelação deste espectáculo?

 

Como deve compreender é muito prematuro ainda falar sobre quem será uma grande surpresa, mesmo que já tivesse essa opinião (e tenho) não a diria. Não acho justo dizê-lo para já. No entanto posso adiantar que muitas serão as surpresas positivas em todos os campos, isto se eles assim o quiserem.

 

 

Esta não é a primeira vez que trabalha com Carlos Jorge Español. Quando surgiu esta ligação profissional e como tem sido trabalhar com alguém com o percurso do Carlos na cultura em Portugal?

 

Eu já conheço o Carlos Jorge Español há alguns anos através da minha experiência profissional noutras áreas fora do teatro. Fui convidado pelo próprio a ser seu co ensaiador na Marcha de Benfica 2015.  Conseguimos fortalecer o nosso grau de amizade. Surgiu o convite para ser seu assistente de encenação e várias vezes atracção no seu anterior projecto «Melodias nos Combatente» e isso deu os seu frutos. è muito bom trabalhar com uma pessoa como o Carlos a todos os níveis ainda tenho muito que aprender seja a nível de técnica, ou outros campos e ,sinceramente, a meu ver tem sido bastante enriquecedor .

 

 

Para o público, como o convida a ir ver este espectáculo que estreia em Outubro? Quais os grandes atractivos?

 

Os trabalhos do Carlos são sempre muito bons, e este em particular tem tudo o que um teatro de revista amador precisa. Desde boa qualidade de musica, bons textos, boas coreografias, uma excelente equipa técnica e um excelente grupo de amadores a dar o seu melhor. 

 

 

Há alguma surpresa que esteja a ser preparada e que possa desde já revelar?

 

Se eu disse-se deixava de ser surpresa. É uma questão de virem ver que não se vão arrepender, podem até vir várias vezes que haverá sempre um conteúdo diferente .

 

 

Como avalia o actual momento do teatro em Portugal?

 

O teatro em Portugal está como tudo no País…. Uns pequenos a tentarem inglóriamente, e por verdadeiro amor, manter o teatro vivo, contrapondo com alguns grandes que se estão a «marimbar» para a cultura e bem-estar em geral.

 

 

E da cultura em geral? Acha que o público anda afastado da cultura ou já esteve mais afastado do que actualmente?

 

A cultura em geral está de mal a pior. São os acordos ortográficos, são o retirar conteúdos culturais dos programas escolares, o retirar de apoios à cultura, os programas de televisão cada vez mais obtusos e pouco culturais ou lúdicos …enfim , há todo um alimentar do empobrecimento cultural ou mesmo incentivo ao gosto de cultura.

 

 

Quais as medidas que poderiam ser tomadas para aproximar o público do teatro?

 

Tudo neste país se trata de incentivos, principalmente financeiros. se houvesse mais apoios na publicidade, nos patrocínios para se conseguirem deslocações e adereços, estimular os próprios técnicos e actores/bailarinos/músicos/letristas/encenadores/compositores e por aí adiante, seria muito melhor, farias muito mais e melhor do que estarmos tão limitados.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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