Hugo Calado

O Campo Pequeno recebeu, este sábado, um festival taurino integrado no Dia da Tauromaquia.

Actuaram os cavaleiros António Ribeiro Telles, Ana Batista, Francisco Palha e Luís Rouxinol Jr. e os matadores Nuno Casquinha e Juanito. Pegaram os Forcados Amadores de Santarém e Lisboa.

Lidaram-se novilhos/touros de David Ribeiro Telles (a cavalo) e Calejo Pires (a pé).

A ordem de lide foi intercalada entre o toureio a cavalo e o toureio a pé. Assim, actuaram por esta ordem: Telles, Batista, Casquinha, Juanito, Palha e Rouxinol Jr.

António Telles ao ver a excelente moldura humana presente no Campo Pequeno, motivou-se e agradeceu ao público. Lidou o ‘Bulicioso’ com 488 Kg, recebendo-o à porta dos curros. Andarilho e inicialmente distraído, o touro começou por criar dificuldades a Telles. Após algum labor e dois compridos, Telles teve os seus melhores momentos nos dois primeiros ferros curtos, com uma boa execução desde o cite até ao remate da sorte, medindo bem as distâncias. Mais dois curtos e lide, positiva, terminada, do cavaleiro ribatejano.

Salvador Ribeiro de Almeida, pelos amadores de Santarém, pegou ao segundo intento.

Ana Batista iniciou a temporada, em que celebra 20 anos de alternativa, com uma lide esforçada. Na ferragem comprida e nos dois curtos iniciais esteve num patamar positivo mas sem rasgo, para ao terceiro curto elevar o nível da sua actuação, com cite frontal, abrindo quarteio e pecando apenas ligeiramente no momento da reunião. No quarto curto, após duas passagens em falso, não esteve ortodoxa na cravagem. Lide laboriosa mas sem brilho.

António Galamba, pelos amadores de Lisboa, concretizou a pega à quarta tentativa.

Nuno Casquinha esteve mandão, artístico e com classe, frente a um bom exemplar da ganadaria Calejo Pires. No Capote foi sóbrio e eficiente, nas bandarilhas esteve rigoroso e assertivo mas foi na muleta que colocou o público de pé e a aplaudir. A mandar na faena do início ao fim, foi pela direita que melhor esteve, culminando com dois desplantes. Toda uma actuação laboriosa, com pinceladas de arte e algum arrojo. Muito bem, Nuno Casquinha. Duas voltas de agradecimento.

Juanito desenvolveu uma faena, também, de qualidade e fez, por várias vezes, os aplausos ouvirem-se nos tendidos. Recebeu, o novilho, de joelhos em terra, numa sorte que valeu pelo risco ao invés da beleza. Nas bandarilhas, os seus bandarilheiros estiveram irregulares. Juanito esmerou-se na muleta e desenhou uma faena toda ela como se de um bailado se tratasse. Bem, Juanito.

Francisco Palha esteve de regresso às actuações de muitos quilates. Recebeu o oponente numa extraordinária sorte gaiola, desenvolveu uma lide toda ela em níveis de alto gabarito. O segundo comprido e a primeira passagem em falso no quarto curto são os momentos de menor brilho. Toda a restante actuação, desde a escolha de terrenos às distâncias, passando pelo momento de atacar e reunir, Palha esteve com alta performance, perante um bom novilho. Volta para cavaleiro e forcado acompanhados pelo ganadeiro.

António Queiroz e Melo, pelos amadores de Santarém, pegou ao primeiro intento.

Rouxinol Jr. esteve irregular. A vontade e ansiedade em fazer tudo bem, prejudicou-o. Como diria o ditado, quis ir com demasiada sede ao pote. Iniciou, também, com sorte gaiola bem conseguida mas toda a restante lide pecou na velocidade imposta, principalmente no momento da reunião. Rouxinol Jr. esteve esforçado mas sem brilho.

Tiago Silva, pelos Amadores de Lisboa, pegou ao primeiro intento.

O festival taurino terminou com todo o elenco do espectáculo, e demais artistas tauromáquicos presentes na praça, reunidos no centro da arena e com uma faixa gigante em que se lia: “Esta é a Nossa Casa”. Uma clara mensagem ao novo gestor do Campo Pequeno, Álvaro Covões.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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