Eugénio Pepe fala de “musica ao gosto do público” em “E agora quem é que manda?”

Fotos Cartaz - Eugénio Pepe Melodias nos Combatentes 28-09-2015 (2)

 

 

O espectáculo “E Agora quem é que paga?” com autoria, direcção e encenação de Carlos Jorge Español  tem estreia prevista para Outubro. O responsável pelas músicas originais da revista é Eugénio Pepe e Nano Romero. O Infocul entrevistou Eugénio Pepe que faz uma previsão do espectáculo ao mesmo tempo que convida o público a ir assistir. O seu percurso é também relembrado.

 

 

Eugénio, o que podemos esperar em termos musicais da revista “E agora quem é que manda?”

 

Musica ao gosto do publico que o faça ir para casa a canta-la

 

 

Com uma longa e vasta carreira, como a classificaria?

 

A minha carreira além de me ter preenchido mais de 40 anos de vida, deu me alegria e sucessos.

 

 

Com tanto que já deu à cultura portuguesa, como gostaria de ser lembrado?

 

Basta-me que cantem algumas das minhas melodias.

 

 

Qual o projecto até agora que foi mais desafiante para si e porquê?

 

Entusiasmou-me muito musicar os 2 filmes que fiz, “OPERAÇÃO DINAMITE” e  “BONANZA & Cª”, um na TÓBIS Portuguesa e outro na Lisboa Filmes, porque achei os dois projectos totalmente diferentes do que estava habitado a fazer..  

 

 

Ao longo da sua carreira como tem assistido ao desenvolvimento, ou evolução, no teatro?

 

Estagnou um pouco com a evolução da televisão.

 

 

Sente que o teatro é agora mais valorizado? Ou houve uma desvalorização ao longo do tempo?

 

Houve realmente uma grande desvalorização do teatro musicado.

 

 

Para este projecto, “E Agora quem é que manda?”, qual a sua inspiração para as músicas?

 

A minha inspiração vem sobretudo do poema já feito.

 

 

Como convida o público a assistir a esta peça?

 

Façam favor de entrar, cantem connosco e divirtam-se.

 

 

Se tivesse que escolher uma música que representasse a sua vida qual seria?

 

Ainda estou à espera que alguém faça o libreto para essa opera.

 

 

Como analisa o actual desempenho do Ministério da Cultura?

 

Com  pouco dinheiro, pouco se pode fazer.

 

 

Dada a sua importância para o teatro, quem poderá ser o seu sucessor, na nova geração?

 

Não me vejo com tal importância e a nova geração tem muitos talentos.

 

 

Para além de integrar esta nova revista, e no seu longo percurso pela cultura, os mais recentes trabalhos foram:  composição musical na revista “Melodias nos Combatentes”, “Parque à Vista” que estreia em breve no Parque Mayer, que será a sua quarta revista consecutiva naquele espaço. Com Carlos Jorge Español efectuou já diversas parcerias, não apenas no teatro como também nas Marchas Populares de Lisboa e Almada.

 

Fotografia: Jorge Azevedo

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

Rui Lavrador has 6389 posts and counting. See all posts by Rui Lavrador

Rui Lavrador

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.