Felipe Fontenelle: “Este disco é um retrato do momento em que vivo”

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Felipe Fontenelle nasceu em São Paulo, onde desenvolveu o seu gosto musical pela MPB e Bossa Nova mas foi em Portugal que culminou a sua formação musical na escola de Jazz Hot Clube Portugal. Em 2001 foi finalista do Festival RTP da Canção.

 

 

O seu primeiro disco foi editado em 2007 pela Universal Music em Portugal e no Brasil; em 2012 editou o disco “Chill Bill”, um projecto experimental de música chill out, e apresenta agora o álbum “M de Memória”, um trabalho onde Felipe Fontenelle está mais maduro tanto na voz como na composição.

 

 

Este disco é um retrato do momento em que vivo, com emoções diversas, onde falo de amor, de esperança, de memórias de infância… Uma escolha de poemas bonitos que me ajudaram a encontrar um caminho musical para eles“, conta o músico brasileiro sobre a mensagem que pretende transmitir com este novo álbum onde se demonstra fiel à música do seu país natal.

 

 

Um brasileiro que vive em Macau e gosta de Portugal. Três culturas extremamente diferentes mas que se encontram e conjugam na música que Felipe Fontenelle faz e que pode ser escutada no álbum “M de Música”.

 

 

Tem sido uma viagem interessante, ainda tenho vontade de viver em vários cantinhos do mundo. Todo o meu percurso de vida, no Brasil, em Portugal, em Macau, têm me mostrado que qualquer lugar do mundo, quando estamos perto de pessoas boas, com a mente aberta para se darem a conhecer e para conhecerem os outros, podem nos fazer sentir em casa“, explica Fontanelle que tem vivido entre esses três lugares. Três países que influenciaram bastante o trabalho que pode ser escutado em “M de Música”.

 

 

Este disco, que contém 16 temas originais, começou a ser pensado em Macau e leva-nos numa viagem ao passado entre memórias de infância de Felipe Fontenelle e textos de autores que marcaram a literatura portuguesa e o percurso da vida de Felipe.

 

 

Guardo boas memórias da minha infância no Brasil, da minha adolescência em Portugal, todas elas intimamente ligadas com as emoções vividas nestes lugares“, explica Fontenelle.

 

 

Em “M de Música”, que é totalmente baseado na guitarra acústica mas também conta com a presença da guitarra portuguesa e onde a voz carregada de “açúcar” de Felipe Fontenelle, que nos surpreende a cantar em macaense. Neste disco o músico brasileiro é acompanhado por Ricardo Cruz (contrabaixo), Miroca Paris (percussões), Mário Delgado (guitarra), Jon Luz (Cavaquinho), Ana Isabel Dias (Harpa) e o Bernardo Couto (guitarra portuguesa). As letras são outra da parte integrante deste álbum.

 

 

A escolha do repertório foi um percurso natural, pois à medida que procurava os poemas já escritos ou pedia para que compusessem letras, as músicas iam acontecendo dentro de mim e fui escolhendo o que mais gostava para o disco. Como sou perfeccionista, sou bastante exigente comigo, e talvez o meu maior desafio na gravação do disco tenha sido conseguir dar o melhor que eu podia dar de mim, em todos os sentidos, vocais, instrumentais e principalmente, o lado da entrega, o lado emocional“, diz Felipe Fontenelle sobre como foi a escolha do repertório que iria fazer parte deste novo disco.

 

 

Gostaria que as pessoas se conectassem com as emoções que senti enquanto estava a gravar em estúdio… que possam ouvir e quem sabe, um dia, possam ter boas lembranças desses tempos. Acho que a música está intimamente ligada com as nossas emoções e com momentos das nossas vidas“, diz o músico sobre o que gostaria que o público sentisse quando escutasse o álbum “M de Memória”. 

 

 

Felipe Fontenelle actua no dia 10 de Maio na Fnac Chiado e no dia 16, do mesmo mês, no Duetos da Sé, em Lisboa. Os restantes espectáculos serão anunciados no facebook e na sua página oficial: www.felipefontenelle.com. As redes sociais são uma forma de conectar o artista com o público.

 

 

Acho que tenho uma relação saudável, não sou viciado nas redes sociais mas acabo usando bastante para poder contactar com os meus amigos e pessoas ligadas à música e também para promover a minha música. Hoje em dia, neste mundo cibernético, penso que tudo acontece a uma velocidade muito rápida e fico com a sensação de que as pessoas acabam vendo tudo e ao mesmo tempo não vendo nada… não aprofundando e às vezes nem sequer absorvendo as informações completas. O lado mais positivo penso ter a ver com o não perder o contacto total com amigos de longa data, seguindo as suas vidas, nem que seja só um pouquinho“, conta Felipe Fontenelle. O músico considera-se uma pessoa reservada e um amante da natureza.

 

 

Acho que sou uma pessoa reservada, adoro estar com a minha família e com os meus amigos, talvez um bocado workaholic , gosto da natureza, do mar, de animais, adoro viajar e conhecer novas culturas… gosto de desporto, de ir ao ginásio e adoro futebol… também devoro bons filmes e um bom ‘acting’“, diz Fontenelle que regressa aos discos com “M de Música”.

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