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No passado fim de semana realizou-se a tradicional Festa das Santas Cruzes em Vila Nova de S. Bento. Para animar um dos serões frios que se fizeram sentir devido às condições meteorológicas, a vila da margem esquerda do Guadiana contou com a chamada “prata da casa” na noite de Domingo.

 

 

O Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento apresentou o seu Disco de Ouro para todos os familiares, amigos e curiosos numa praça que estava completamente cheia.

 

 

O espectáculo iniciou-se com um texto sobre o Cante Alentejano da autoria de David Monge da Silva cuja voz era de Dinarte Branco (ambos naturais de Vila Nova de S. Bento). O Rancho entrava em palco e recriava um ambiente de taberna e de petisco, fazendo lembrar o início do Rancho já há mais de trinta anos. Após a primeira moda cantada à mesa, levantaram-se e agruparam-se nas devidas posições para interpretar diversas modas e para receber os seus amigos.

 

 

Na impossibilidade de contarem com a presença de Luísa Sobral para interpretar o tema “A Rosa”, o Rancho convidou a jovem Patrícia Santos (cantadeira no Grupo Coral Juvenil de Vila Nova de S. Bento) para o fazer. Com um timbre lindíssimo, pode-se dizer que desempenhou muito bem a tarefa.

 

 

Como Vila Nova de S. Bento é terra de Cante, logo de seguida, deu entrada o Grupo Juvenil de Vila Nova de S. Bento para cantar de forma exemplar duas bonitas modas do cancioneiro alentejano.

 

 

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Serpa, Maria Isabel Estevens, também foi convidada a subir a palco e aproveitou para recordar a viagem que fizeram a Newark em Junho de 2015 e homenagear cantadores já falecidos, com visível emoção de todos, recitando um poema escrito por um deles (Sr. Luís Madeira).

 

 

Entre mais momentos de Cante Alentejano puro e intenso, chegara a vez do músico bejense Jorge Benvinda se apresentar em palco para cantar com o Rancho o tema “Cantar até Cair” e mais dois temas a solo do repertório dos Virgem Suta. 

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Como não poderia deixar de ser, Pedro Mestre também acompanhou os colegas do Rancho de Cantadores com a sua viola campaniça. Já a solo, aproveitou para tocar e cantar “Zuca, zuca” e “Ilha dos Vidros”, temas que constam no seu trabalho discográfico “Campaniça do Despique”. De seguida, convidou António Zambujo a subir ao palco para interpretarem e protagonizarem juntos um dos mais bonitos momentos da noite. Pela primeira vez ao vivo, cantaram “Jardim dos Sentidos” (dueto gravado por ambos no disco “Campaniça do Despique”).

 

Após este momento, António Zambujo tomou a palavra e recordou como teve início esta relação de amizade e de parceria com o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento, que também já é um grande sucesso, e os factos que o levaram a propor a gravação do disco do Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento a Ana Hernandez, directora da Universal Music Portugal.

 

 

Seguiu-se a subida a palco do produtor Ricardo Cruz que consigo trouxe o galardão do Disco de Ouro para que aquela tamanha alegria pudesse ser partilhada por todos. Ainda em palco, tocando contrabaixo, acompanhou o Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento na moda “Lírio Roxo”.

 

 

Já a caminhar para o final, houve a oportunidade de ouvir alguns temas já habituais quando o Rancho canta com António Zambujo, tais como “Dá-me uma Gotinha d’água”, “O que é feito dela”, “Fui colher uma romã” e “O Pica do 7” que foram acompanhados pela plateia, além de “Trago o Alentejo na Voz”

 

 

Depois dos momentos reservados a António Zambujo, foi a vez de homenagearem o colega Sr. Francisco Vinagre que, com quase 91 anos de idade, continua a cantar e a encantar. Fez o ponto da moda “Quando abalei para os açores” de uma forma brilhante.

 

 

Mesmo no final, houve ainda a oportunidade de cantarem a nova moda dedicada às Santas Cruzes e, com todos os convidados em palco, a já conhecida moda “O meu chapéu”.

 

 

Foi mais um serão para recordar na companhia destes senhores que, de forma exímia, continuam a levar o Cante Alentejano a um nível superior.

 

Texto, Fotografias e Vídeos: Ana Silva

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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