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No dia 15 de Setembro a Alameda, em Lisboa, recebe doze horas de música portuguesa.

Nesse dia actuam Xana Toc Toc (11:30), BMRNG (14:00), Dillaz (15:00), Selma Uamusse (16:30), Salvador Sobral (18:00), António Zambujo (19:30) e Pedro Abrunhosa (21:00).

Destaque para a celebração dos 25 anos do álbum ‘Viagens’ de Pedro Abrunhosa, que estará acompanhado em palco pela sua banda Comité Caviar.

Hoje, 4 de Setembro, decorreu na sede da RTP a apresentação do Festival Andamento, nome do certame, que tem a música portuguesa como base e objectivo de promoção e divulgação.

Festival RTP Andamento

Festival RTP Andamento | Dia 15 de setembro, grandes concertos de grandes nomes da música portuguesa, com entrada livre, na Alameda, em Lisboa. Saiba tudo em http://bit.ly/RTPAndamento.

Publicado por RTP em Quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Na apresentação à imprensa, marcaram presença Gonçalo Madaíl e Henrique Amaro (programação editorial e artística, respectivamente, do festival), Hugo Figueiredo e Gonçalo Reis (administração da RTP), Catarina Vaz Pinto (vereadora da cultura da Câmara Municipal de Lisboa) e os artistas Salvador Sobral, Selma Uamusse e Pedro Abrunhosa.

Não corresponde a nenhuma obrigação. Não temos de cumprir nenhuma quota

Gonçalo Reis destacou o facto de se tratar de “uma coisa nova” que “não corresponde a nenhuma obrigação. Não temos de cumprir nenhuma quota”. Trata-se apenas de “uma ideia que é válida”. Os objectivos centram-se em “promover a música portuguesa”, que “é um papel nosso”. Destacou o facto de este ser um “projecto transversal. Mete rádio, televisão e digital”, sendo por isso um “projecto muito partilhado”.

Catarina Vaz Pinto destacou o facto de esta ser “mais uma parceria que temos com a RTP”, tratando-se de um “grande projecto”.

Após a conferência e em declarações ao Infocul.pt, Hugo Figueiredo começou por nos revelar que “sobre o conceito, a primeira vez que começámos a falar foi há cerca de um ano e o grande objectivo prende-se com a ideia de que a RTP é um mundo grande que abarca várias valências, várias marcas, e que muitas vezes viviam, e vivem, de certa forma separadas, cada uma seguindo o seu caminho”.

Acrescentou que “de certa forma o que une a RTP, o contrato de concessão e aquilo que nos é pedido como serviço público, uma das coisas que nos é pedido é o apoio às indústrias criativas e a música portuguesa claramente que é uma das principais indústrias criativas. É uma indústria que está pujante, provavelmente a viver o seu melhor momentos dos últimos 40 anos. E surge então esta ideia de fazer um festival que congrega várias áreas da RTP, todas as marcas da RTP, e que celebra a pujança da música portuguesa e/ou da música em português”.

Destacou o facto de ser um evento “de um dia inteiro, para as famílias e com entrada livre”, augurando que “esta seja a primeira edição de muitas e que todos os anos possamos ir adicionando novas surpresas e ideias”.

Lembrei-me dos 25 anos do “Viagens”, por ser um disco que me tocou a mim, tocou à Antena 3, o que é coincidente o aparecimento da Antena 3 com o lançamento do disco, e de ser um disco transformador na própria música portuguesa

Foi difícil apenas por uma questão, este festival tinha de ser o culminar em palco da variedade, não só ilustrativo da variedade de música portuguesa mas também ilustrativo da variedade de música portuguesa que está no universo da RTP, sejas nos canais de televisão seja também, muito, ancorado nos canais de rádio. E nós vemos na Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, uma oferta de música que vai da clássica à improvisada ou heavy metal, portanto é muito difícil colocar tudo isso em cima de um palco, como pequena amostra”, começou por nos explicar Henrique Amaro sobre os desafios para a programação desta primeira edição do Festival Andamento.

Contudo, “foi isso que tentámos fazer, daí estar uma representante da música infantil como Xana Toc Toc, temos a Selma Uamusse que traz para o nosso país, e para Lisboa, uma inspiração lusófona, que cá sempre existiu mas que ela consegue reunir de forma muito eficiente, e termos um nome emergente e de sucesso como Dillaz, de termos Salvador Sobral por ser um caso de aposta na música e quase, diria, um filho da casa, de termos o António Zambujo como grande compositor de língua portuguesa e de termos o Pedro Abrunhosa”.

Sobre o cabeça de cartaz, assumiu que “a programação começou a ser feita pelo telhado, porque quando pensei na programação foi ‘ o que é que vai fechar esta noite? O que é que podemos oferecer que não tenha sido feito nos últimos tempos?’ e lembrei-me dos 25 anos do “Viagens”, por ser um disco que me tocou a mim, tocou à Antena 3, o que é coincidente o aparecimento da Antena 3 com o lançamento do disco, e de ser um disco transformador na própria música portuguesa. E pronto, esse foi o primeiro e depois fomos complementando tentando tocar todas as sensibilidades

Todos os espectáculos terão cerca de “50 minutos, excepto o do Pedro Abrunhosa que terá duas horas”.

Sobre o facto de não estar presente nenhum fadista no elenco, disse que “de certa forma o Zambujo traz esse universo. Eu acho que aquilo que o Zambujo faz também é fado, não é exclusivamente fado. Portanto, ele também lá está como representante dessa sensibilidade e depois houve outra condicionante que é o facto de quinze dias depois haver o Festival Santa Casa Alfama, que é o festival de fado da cidade, com uma série de artistas”.

Sobre a participação da Sons em Trânsito neste certame, destaca que “a produção é deles, é apenas produtora, o primeiro contacto que tive foi com o Vasco Sacramento enquanto manager do Pedro Abrunhosa e depois fomos compondo, mas a escolha é totalmente assinada por mim e pelo resto da equipa como o Gonçalo Madaíl, o Hugo Figueiredo, a Marina Ramos, portanto nós somos os programadores”.

Pedro Abrunhosa assumiu na conferência de imprensa que “a banda estará reforçada neste espectáculo, estarão 14 músicos e palco”.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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