Festival de Flamenco, em Lisboa, está de regresso e apresenta programação!

 

 

O Festival de Flamenco está de regresso a Lisboa. De 24 a 26 de Outubro, o Capitólio acolhe uma edição que terá as mulheres como centro de toda a programação de um certame que traz uma das maiores identidades culturais espanholas a Portugal.

 

 

A 24 de Outubro há tributo a Paco de Lucia, com Úrsula e Tamara López num espectáculo intitulado “Bailandote”.

 

O conceito do espectáculo, dirigido por Javier Patino, guitarrista de Jerez de la Frontera, em conjunto com Tamara e Úrsula López, demonstra que as novas influências do contemporâneo se sobrepõem à expressão mais “jonda”, dando assim riqueza a cada movimento. Emoção e elegância num espectáculo onde sintetizam o pensamento de Paco de Lucia e das suas raízes, ou pelo menos, deixam em aberto a presença criativa do Maestro Universal.

 

A sensualidade dos movimentos convidam-nos à transgressão da dança harmonizada, quando pensamos sobre o caminho que Paco de Lucía empreendeu ao romper barreiras musicais, já que não há mensagem sem intenção e as “bailaoras” conseguiram, com o cante de Gema Caballero, lembrar a universalidade do flamenco.

 

Um espectáculo trabalhado com amor. Úrsula e Tamara, duas irmãs nascidas no baile que vêm a Portugal para também nos recordarem o sangue português do Mestre.

 

Baile: Úrsula López e Tamara López | Canto: Gema Caballero | Guitarras: Javier Patino e Tino Van der Sman | Percussão: Raul Soto

 

 

 

A 25 de Outubro sobe a palco Esther Merino com “Mil y Una Razones”.

 

 

A cantora de Gévora (Badajoz) é uma das figuras importantes do panorama flamenco actual. Conta com mais de 20 primeiros prémios e recebeu em 2017 o prémio “Melón de Oro” no importante Festival de “Lo Ferro de Múrcia”.

Com “Mil y Una Razones” , além dos cantes “Extremeños” e cantes “Grandes”, apresenta-nos uma aproximação emotiva com a “Canção de Embalar” e “Cantar Alentejano” de Zeca Afonso, com arranjos de Luis Pacheco e Cunha e Amilcar Vasquez.

 

Canto: Esther Merino | Guitarras: Juan Manuel Moreno, Joaquin Muñino | Piano: Amilcar Vasquez | Violino: Luis Pacheco

 

 

 

A 26 de Outubro será a vez da companhia de baile Maria Juncal com “Emotions”.

 

Artista internacional, Maria Juncal conta com prémios e condecorações importantes tais como: “Prémio Nacional de Danza Antonio Gades” do Festival Internacional de Córdoba, primeiro prémio “Desplante” do Festival del Cante de las Minas, Embaixadora do Festival Internacional de “Danza Iberica Contemporânea”, Prémio “Luna” do Auditório Nacional, entre outros. É Coreografa da equipa Nacional de Ginástica Rítmica e professora do Centro de arte flamenco e dança “Amor de Dios” de Madrid.

 

“Emotions” aproxima-nos a uma experiência rica em sensações como a própria vida, uma oportunidade para viver a emoção através da guitarra, do canto e da dança.

Juncal, juntamente com dois virtuosos cantores e uma guitarra, oferece uma jornada de cores e sentimentos – “Martinete”, “Guajiras”, “Alegrías” e “Soleá”, a rota do flamenco vibrará no palco. Maria Juncal mostra-nos o mundo das mulheres, o feminino e a emoção pura.

 

Baile: Maria Juncal | Canto: Carlos Triviño, Jonatan Reys | Guitarra: Basilio Garcia

 

 

 

Contudo a programação do Festival Flamenco vai além dos espectáculos no Capitólio.

 

19 Outubro | Instituto Cervantes de Lisboa

Entrada Livre

DÚO DEL MAR

“Ritmos de Sabicas”

 

Força e sensibilidade, guitarra flamenca e guitarra clássica. Marta Robles e Ekaterina Záytseva.

 

Marta Robles, sevilhana, é uma das guitarristas destacadas do panorama flamenco atual.

Compositora e fundadora do grupo “Las Migas”, com Silvia Perez Cruz e Isabelle Laudenbach. Licenciada em guitarra clássica pelo Conservatório Superior de Sevilha, “Master Solis Degree” de guitarra flamenca pelo Sweelinck Conservatorium Amsterdam e licenciada em guitarra flamenca na Escola Superior de Música de Catalunha.

Ekaterina Záytseva, nascida em Genebra, é considerada na Europa como uma das grandes solistas de guitarra clássica. Participou em festivais importantes tais como Concurso de Belgrado, Cidade de Torrent em Valência, Conservatório de Moscovo, Filarmónica de San Petersburgo e Palau de la Música de Barcelona, entre outros.

 

Da união artística das duas solistas e compositoras nasce o trabalho sobre uma das figuras da guitarra flamenca da segunda metade do século XX – SABICAS. Sabicas, 1912-1990. Em 1936 exilia-se no México ao mesmo tempo que Carmen Amaya, a deusa do baile flamenco. Muda-se para Nova Iorque no final dos anos 40, onde desenvolve toda a sua carreira, com 40 discos gravados, um deles com Joe Beck – “Rock Encounte”. Sabicas foi um dos artistas fundamentais para a introdução do Flamenco fora de Espanha.

 

 

Alfredo Galvão-Lucas

Documentário

“Insólito Flamenco”

Alfredo Galvão-Lucas é um produtor de video, diretor de fotografia e fotógrafo luso-brasileiro radicado em São Paulo, Brasil. É profissional do meio audiovisual há mais de 10 anos, onde grava anúncios, eventos sociais, culturais, desportivos, videos institucionais, videoclips, documentários e curta-metragens. No cinema, fez parte da produção de 6 curta-metragens e 3 mini-documentários, onde desempenhou funções no campo da cinematografia, quer como operador de câmara, quer como diretor de fotografia. Em 2014 estreou-se como realizador na curta-metragem de artes marciais “O Caminho de Washida”. Posteriormente, assinou mais duas obras como realizador/produtor, “In Persona com Miguel Bestard”, mini-documentário sobre o músico de blues uruguaio, e o filme “Insólito Flamenco”, um mini-documentário, dedicado à música flamenca.

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