Festival Porta Jazz revela as primeiras confirmações

Peter Evans e Orquestra Jazz de Matosinhos, Impermanence de Susana Santos Silva, HVIT de João Grilo e Miguel C. Tavares e PULSE! de Ricardo Coelho feat. Frederico Heliodoro são as primeiras confirmações da 10.ª edição do Festival Porta-Jazz. Durante três dias, 7, 8 e 9 de Fevereiro, seis espaços do Teatro Rivoli – Grande Auditório, Pequeno Auditório, Sub Palco, Palco GA, Foyer e Café-Rivoli – vão receber concertos, parcerias inéditas, apresentações de discos, concertos comentados, masterclasses e jam sessions.

Referência do jazz experimental, o trompetista Peter Evans volta a partilhar o palco com a Orquestra Jazz de Matosinhos, dia 8, no Grande Auditório. “Perception Beyond Knowing” é o nome do espectáculo que vão apresentar, mas também título de um tema do último disco de Peter Evans, “The Veil”. Interessado na improvisação como ferramenta de composição, o músico norte-americano explora as possibilidades simultâneas de afirmação individual e de desenvolvimento colaborativo. Referência internacional, a OJM volta a marcar presença no Festival Porta-Jazz, depois de participar nas primeiras edições, como parte integrante e de apoio a este movimento.

Cinco anos depois do álbum de estreia, considerado pela crítica um dos melhores de 2015, o projecto Impermanence de Susana Santos Silva apresenta o novo disco, “The Ocean Inside a Stone”, no Festival Porta-Jazz dia 8, no Pequeno-Auditório do Rivoli. Acompanhada por João Pedro Brandão, Hugo Raro, Torbjörn Zetterberg e Marcos Cavaleiro, a trompetista deambula entre universos musicais aparentemente distintos e dispersos mas que são unificados na impermanência de tudo o que existe. Um fluxo energético eterno e constante através do tempo e do espaço que, no novo álbum, se materializa em sete distintos micro-mundos de um todo orgânico e mágico.

Resultado da residência Porta-Jazz no Guimarães Jazz será apresentado ao vivo, dia 7 no Grande Auditório, o álbum do projecto HVIT, uma colaboração artística entre músicos internacionais e um artista visual onde se exploram atmosferas rítmicas, contemplativas e ruidosas. Criada por João Grilo e Miguel C. Tavares, esta performance que explora a relação entre a composição e a improvisação junta Simon Albertsen, Christian Meaas Svendsen e José Soares. Na música, somos confrontados com paisagens de irregularidade rítmica, um universo harmónico contemporâneo, texturas ruidosas e influências de “field recording”. O vídeo explora o contraste entre ruído e atmosferas contemplativas, entre o abstrato e o real, o urbano e as paisagens naturais.

Após desafio lançado pela Associação Porta-Jazz a Ricardo Coelho nasceu PULSE!. Dia 8, estão todos convidados para ocupar o palco do Grande Auditório do Rivoli e ouvir, em formato acústico, as novas composições do vibrafonista portuense que terá como convidado o baixista brasileiro Frederico Heliodoro, referência da cena internacional. A eles juntam-se as vozes inconfundíveis de Mané Fernandes, José Diogo Martins e Diogo Alexandre, formando um quinteto que dará pulso a este novo corpo.

Maria do Carmo de Carvalho Rebelo de Andrade, conhecida no meio artístico por Carminho, nasceu em Lisboa a 20 de agosto de 1984. Filha da fadista Teresa Siqueira, conheceu desde pequena o fado.

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