Festival do Silêncio regressa ao Cais do Sodré

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O Festival do Silêncio regressa ao Cais do Sodré entre 28 de Setembro e 01 de Outubro.

Este é um festival transdisciplinar e participativo que celebra a palavra como veículo de conhecimento e como unidade de criação. Durante quatro dias, a palavra instala-se no bairro do Cais do Sodré, num programa que percorre diferentes géneros e linguagens, através de um diálogo constante entre música, performance, conferências e conversas, cinema, exposições, literatura, intervenções e oficinas.

 

 

 

A programação deste ano celebra a palavra num vasto repertório de iniciativas e actividades que convidam artistas, criadores, intelectuais, editores e a comunidade em geral para criarem, reflectirem e interpretarem o lugar da palavra dita e não dita. Paralelamente, dedicamos o Ciclo Autor a Maria Gabriela Llansol, com um conjunto de propostas artísticas e criativas que com ela dialogam e se reinventam. Este ciclo tem a curadoria do Espaço Llansol.

 

 

 

Neste ciclo é destacado o diálogo entre Llansol e as artes plásticas, num ciclo expositivo que integra obras de autores consagrados como Ilda David, Rui Chafes, Pedro Proença, Duarte Belo e Teresa Huertas, assim como de jovens artistas que propõem novos diálogos com Llansol.

 

 

 

Voz é a palavra em destaque no Ciclo Palavra, num programa que reclama a Voz enquanto expressão e urgência. Em 2017, o Festival Silêncio dedica uma secção da programação à edição literária independente: desafiámos um conjunto de editores para criarem conteúdos à volta das suas edições e dos seus catálogos, para serem apresentados durante o festival.

 

 

 

O filósofo Achille Mbembe vai estar presente no programa das Conferências do Silêncio, este ano dedicadas ao tema “Vozes do Sul”. Aqui serão ouvidas as vozes que o pensam e o reivindicam enquanto símbolo de opressão e espaço de resistência. Também integrado no ciclo Voz, vai ser dada voz ao bairro e à comunidade, no Recital Popular II, uma proposta de Margarida Mestre que é um coro de palavras que se faz à comunidade que habita temporária ou permanentemente o Cais do Sodré para desvendar, através da voz, do seu canto e do seu falar, as palavras e as ideias, os ambientes em geral e os recantos privados de quem aqui vive e trabalha.

 

 

 

A juntar a estes destaques, uma das principais novidades desta edição é a Rádio Silêncio, um novo projecto de programação, que finalmente sai da gaveta para o ar.

 

 

 

Nesta edição, o Festival Silêncio dedica uma secção da programação à edição literária independente. Foram convidados um conjunto de editores independentes para desenvolverem iniciativas próprias, desafiando-os a criarem conteúdos à volta dos seus catálogos e edições. Este programa tem o apoio da Livraria Snob/Cossoul.

 

 

 

O carácter participativo do festival está presente em várias actividades e instalações interativas e intergeracionais. Com o apoio da EGEAC, o Jardim das Palavras, instalado no jardim da Praça D. Luís, remete para um mundo lúdico e colorido, onde a festa da palavra se revela num trajecto interactivo de brincadeiras, instalações, jogos e criação.

 

 

 

No palco do Jardim, no que toca à música, destaque para o concerto “Os Velhos Também Querem Viver”, um espectáculo criado para o Festival Silêncio, que parte do texto homónimo de Gonçalo M. Tavares e que conta com direcção musical de Pedro Lucas e as participações de Carlão, Zeca Medeiros e um coro de luxo com as vozes de Selma Uamusse, Manuela Oliveira e Joana Alegre. Destaque também para o concerto Água e Sal, um projecto de Capicua e Pedro Geraldes e para o concerto de Bruno Pernadas também no Palco do Jardim. A lembrar o festival de novas músicas “Ó da Guarda!”, que apresenta um espectáculo de livre improvisação em celebração da Voz, da Palavra e do Silêncio. Finalmente, um encontro improvável entre a Cachupa Psicadélica e Tomás Wallenstein.

 

 

 

A secção infantil e juvenil deste ano viu a sua programação reforçada. A Biblioteca Itinerante e a Bebeteca voltam a instalar-se em plena Praça de São Paulo com um espaço de leitura, descanso, jogos e brincadeiras. Todos os dias, na Praça, há sessões de contos, de leituras musicadas e de oficinas para os mais novos. As marionetas voltam a marcar presença no festival, através da Algazarra Marionetas que nos traz dois espectáculos e uma oficina.

 

 

 

Destaque também para o concerto Histórias de Monstros e Outros Bichos. São canções para brincar, dançar e balançar, um projeto autoral do músico e arte-educador Gui Calegari.

 

 

 

Em conjunto com a Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa, o festival organiza a 2ª edição da Residência Artística “Casa-Palavra”, a acontecer entre os dias 04 de Setembro e 01 de Outubro. “Casa-Palavra” é uma residência que reúne um grupo de quatro artistas e intérpretes de diferentes disciplinas criativas numa reflexão colectiva sobre o processo do trabalho artístico. Em 2017, os artistas residentes são António Poppe, Bruno Humberto, Rui de Almeida Paiva e Sara Orsi.

 

 

 

No que toca ao cinema, o destaque vai para o “Poetry FIlm”, em mais uma edição da mostra competitiva “Isto Não É Um Filme. É Um Poema”, que este ano contou com mais de uma centena de inscrições de todo o mundo. Fruto de uma parceria com a Filmin Portugal, destacamos também o ciclo de cinema “A Palavra” que explora a desconexão entre a imagem e a voz, trazendo ao ecrã do Festival Silêncio palavras que não trazem significados e imagens que falam sem abrir a boca.

 

 

 

O Palco da Rua Cor-de-Rosa volta a ser casa da “Spoken Word” no Festival Silêncio. Por aqui passam projectos como “A Flor de Lácio” que, com André Gago e os músicos Carlos Mil-Homens, João Penedo e Pedro Dias, dá sonoridades transatlânticas à poesia escrita em língua portuguesa e sobre a língua portuguesa. “Os Belos, Recatados e do Bar” são Cláudia R. Sampaio, José Anjos, Valério Romão e António de Castro Caeiro e marcam também presença neste programa. Organizado por Vasco Gato, o ciclo de leituras “Vão de Escada”,  traz ao Festival Silêncio uma sessão especial com Gonçalo Wadington. “O Poetry Slam” volta a marcar presença, com o torneio de poesia “Slam Lx”. Da Guarda chegam os “Contos e Trovões, Rezas e Galináceos”, que resgatam a palavra à cultura popular portuguesa num espectáculo que nos traz contos, canções de cordel, rezas, lengalengas, trava-línguas e romances.

 

 

 

Entre 28 de Setembro e 1 de Outubro, o ponto de encontro da palavra será no bairro do Cais do Sodré. Todas estas actividades são de entrada livre.

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