Flamenco: Rocío Márquez actua, em Portugal, a 11 e 12 de Janeiro

Rocío Márquez actua nos dias 11 de Janeiro (CCB) e 12 de Janeiro (Casa da Música) em Portugal.

Rocío Márquez é dona de uma voz e de um virtuosismo raros. A sedução do flamenco em pessoa. Tornou-se uma das ‘cantaoras’ da sua geração com maior projeção, vivendo na confluência do flamenco com outras linguagens.

Aclamada pela imprensa como ‘a voz da nova geração de canto flamenco’, Rocío Márquez é uma das referências maiores do flamenco contemporâneo. Dona de uma voz prodigiosa, uma carreira construída passo a passo e uma educação sólida, Márquez foi galardoada em 2008 com um dos mais prestigiados prémios do Flamenco, ‘Lámpara Minera’ tendo sido ainda distinguida com outros importantes prémios como o ‘Coups de Coeur de l’Académie de Charles Cros’ (França 2013).

A sua personalidade inquieta e enorme curiosidade são evidentes na sua discografia, que mostra transversalmente tão grande amor pela tradição flamenco como uma necessidade premente de ampliar os limites da mesma tradição, explorando e experimentando com melodias, instrumentação, arranjos e as letras. Assim, a partir da estreia em ‘Aquí y Ahora’ (2009), os seus álbuns são a crónica de uma decolagem – ‘Claridad’ (2012), ‘El Niño’ (2014), ‘Firmamento’ (2017), ‘Visto en el Jueves’ (2019) e a colaboração com Fahmi Alqhai, ‘Diálogos de viejos y nuevos sones’ (2018) – mostram-nos uma artista numa busca contínua de si mesma através da música. Em 2014, Márquez gravou para a Deutsche Gramophone ‘Falla: La Vida Breve’ (2014) com a Orquestra Nacional Espanhola dirigida pelo Maestro Josep Pons.

A sua inquietude criativa levou-a a dividir o palco com Jorge Drexler, com quem estreou “Aquiles Puentes Subtilles” em 2018, Rosa Torres Pardo, Arcángel, Carmen Linares ou José Manuel Zapata, da mesma forma que gravou com The New Raemon, Christina Rosenvinge, Kiko Veneno, Albert Plá, Dani de Morón, Diego Carrasco ou Raul Refree (que também já trabalhou com Sílvia Pérez Cruz, Rosalía e Luísa Sobral).

Rocío Márquez chega a Portugal para apresentar o seu último disco ‘Visto en El Jueves’ (Universal Music), álbum em que propõe um exercício de memória. Uma reflexão crítica sobre o conceito de autoria através de um repertório em que o fosso entre flamenco e não flamenco e o canto e a canção, está ‘desfocado’. Encontramos, versões de canções de grandes artistas, bem como estilos de flamenco recriados.

Rocío Márquez está claramente na família dos renovadores do flamenco onde se afirma com uma visão nobre e popular desta arte.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.

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