FMM Sines com novas confirmações no cartaz

Há mais música confirmada no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, cuja 18.ª edição se realiza entre 22 e 30 de Julho de 2016 em Porto Covo e Sines. Com músicos de quatro continentes (África, Américas, Ásia e Europa), nove propostas que cruzam estilos, estéticas e geografias.

 

David Murray Infinity Quartet feat. Saul Williams é o encontro entre um mestre do jazz e um poeta da cena hip hop nova-iorquina. Considerado um dos maiores saxofonistas da sua geração, David Murray detém uma discografia com mais de 130 discos editados em 40 anos de carreira. Nos últimos anos, tem apostado em criações colaborativas com músicos africanos, latinos e afro-americanos. Neste concerto o convidado é Saul Williams, poeta, ator e cantor que se tem notabilizado nas “slams” de poesia de Nova Iorque.

 

 

Paulo Flores, autor, compositor e intérprete, é uma referência da música urbana de Angola. Conta com 28 anos de carreira pontuados por mais de uma quinzena de discos. Com apenas 16 anos, gravou uma canção, “Cherry”, que esteve na origem de um novo género musical, a kizomba. Será porém noutro estilo, o semba, que mais se destacará. Hoje inscreve o seu trabalho na valorização do património musical angolano, com abertura aos blues, à soul e a outros géneros da música afro-americana.

 

 

DJ Satelite, natural de Luanda, é um dos principais impulsionadores do afro-house e do kuduro nos países de língua portuguesa e na cena internacional. Tem gravações na Boiler Room e na Enchufada e criou a sua própria etiqueta, a Seres Produções, onde divulga novos nomes da música angolana. A sua produção para 2016 chama-se “Malembe na Soukouse”, lançada pela Offering Recordings. Já atuou em alguns dos maiores eventos de música de dança. É um pioneiro da música eletrónica made in África.

 

 

Mo Laudi é um DJ, MC e produtor sul-africano que tem contribuído para divulgar música de dança onde a eletrónica se cruza com os ritmos tradicionais africanos. Especializou-se em DJ sets cheios de energia que juntam house sul-africano, deep house, kwaito e afrobeat. A interação com o público é uma forma de arte que aperfeiçoou como parte dos projetos Radioclit, The Very Best, The Weapons e da banda Smadj. As suas festas de kwaito marcaram a noite de Londres no início dos anos 2000. Atualmente, vive em Paris.

 

 

Fumaça Preta é uma aventura tropical psicadélica iniciada num estúdio de Amesterdão mas com fundo essencialmente latino e africano. O grupo é liderado pelo produtor e percussionista luso-venezuelano Alex Figueira, acompanhado por dois músicos britânicos: Stuart Carter (guitarras, Moog e orgão) e James Porch (baixo). Lançaram dois discos na Soundway Records – um disco homónimo em 2014 e “Impuros Fanáticos” em 2016 -, mas é nos espetáculos ao vivo que a banda revela toda a sua potência.

 

 

Wesli Band é um grupo de afro-reggae liderado pelo multi-instrumentista, cantor e compositor haitiano Wesli. Baseado em Montréal desde 2001, emana um som festivo que combina dancehall, afrobeat, rara, kompa, funk, merengue e jazz. Começou a carreira no coro gospel da sua igreja local e depois adotou a guitarra com instrumento de eleição. No Canadá, tem sabido conduzir uma carreira reconhecida, com vários prémios para os quatro álbuns que já lançou.

 

 

Germán López é um intérprete de cordofone “timple” e um divulgador da música instrumental das Canárias. Acompanhado pelo guitarrista Antonio Toledo, combina flamenco, estruturas rítmicas da África Ocidental, o espírito do jazz e uma aproximação moderna às músicas das ilhas. Nasceu na Gran Canaria em 1982 e estudou piano, teoria musical e jazz. Aos 10 anos, começou a atuar em público e a colaborar com José Antonio Ramos, um virtuoso do “timple”, instrumento da família do cavaquinho.

 

 

1982 é um trio de música improvisada contemporânea com um fundo de música tradicional norueguesa. Apresenta um alinhamento incomum: harmónio, bateria e hardingfele, um instrumento parecido com o violino usado no folclore norueguês. É Nils Økland quem o toca, um músico inovador versado em tradição, autor de discos a solo na editora ECM. O harmónio está nas mãos de Sigbjørn Apeland, especialista neste instrumento e em órgão de igreja, e a bateria está a cargo de Øyvind Skarbø, músico de jazz conceituado.

 

 

Nine Treasures é uma banda de folk metal com origens na região chinesa da Mongólia Interior. O grupo é formado por Tsog (morin khuur), Ding Kai (bateria), Askhan (voz e guitarras), Aoger (baixo e voz) e Wiils (balalaika), que começaram a tocar juntos em Pequim no final de 2010. Lançaram o álbum de estreia, “Arvan Ald Guulin Honshoor”, em 2012, e em 2013 ficaram em 2.º lugar e foram os preferidos do júri nas batalhas do festival alemão Wacken Open Air, um dos mais importantes festivais de heavy metal do mundo.

 

 

Também está confirmada a presença no festival dos seguintes artistas: Alaverdi (Geórgia), Alibombo (Colômbia), Bachar Mar-Khalifé (Líbano / França), Bamba Wassoulou Groove (Mali), Billy Bragg (Reino Unido), Bitori (Cabo Verde), Bixiga 70 (Brasil), BNegão & Seletores de Frequência (Brasil), Danyèl Waro (Reunião – França), Dakh Daughters (Ucrânia), Graveola (Brasil), Imed Alibi (Tunísia), Islam Chipsy & E.E.K. (Egito), Juana Molina (Argentina), Khaira Arby (Mali), Konono n.º 1 (RD Congo), Los Pirañas (Colômbia), Mbongwana Star (RD Congo), Moh! Kouyaté (Guiné-Conacri), Pat Thomas & Kwashibu Area Band (Gana), Speed Caravan (Argélia / Senegal), Systema Solar (Colômbia), The Comet is Coming (Reino Unido), The Unthanks (Reino Unido), Trad.Attack! (Estónia) e Vardan Hovanissian & Emre Gültekin (Arménia / Turquia).

 

 

Criado em 1999, o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é a experiência de música ao vivo mais global que acontece no nosso país. Proporciona aos milhares de espetadores que o seguem todos os anos um retrato das músicas populares que se fazem hoje no mundo, mostrando como as tradições buscam a contemporaneidade e as migrações de ideias e pessoas dissolvem as fronteiras criativas.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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