São mais de 50 anos a cantar, 50 anos em que foi Tropical, Fatal, Plural, Legal… para muitos simplesmente Gal.

“A pele do Futuro” é o novo disco que sucede aos seminais “Recanto” de 2011 e “Estratosférica” de 2015 e é o mote para a nova digressão que chegou a Portugal esta semana. Da roqueira e impressionante abertura com “Dê um rolê” ao medley que juntou as carnavalescas “Bloco do prazer”, “Balancê”, “Massa real” e “Festa do interior”, Gal Costa lembrou o tropicalismo, o exílio de Caetano Veloso nos anos 60/70 (“London, London”), Lupicínio Rodrigues com uma brilhante interpretação de “Volta”, iluminou (literalmente) o Coliseu com a marcante “Chuva de prata” e transformou a sala numa enorme pista de dança com o tom disco de “Sublime” e a já clássica “Cuidando de longe”.

Pelo meio destaque ainda para a belíssima “Minha mãe” a que juntou “Oração de Mãe Menininha” e a delicada leitura de “O que é que há” popularizada por Fábio Jr. nos anos 80. Em “Mãe de todas vozes” de Nando Reis, Gal Costa canta com verdade “…sou filha de todas as vozes que vieram antes, sou mãe de todas as vozes que virão depois…” e chega aos 73 anos de idade como a cantora que sempre foi: moderna, transgressora, com o cristal na voz que o tempo felizmente não apaga- “a mãe de todas as vozes”!

Destaque ainda para o magnífico cenário de Omar Salomão e os incríveis músicos Pupillo na bateria e direção artística, Chicão no teclado, Pedro Sá na guitarra, Lucas Martins no baixo e Hugo Hori na flauta e sax.

 

Texto: Jonas Santos
Fotografia: Arlindo Homem

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