Gala de Outono da Escola Portuguesa de Arte Equestre: Elegância e Classe na preservação da tradição (C/Fotos)

O Picadeiro Henrique Calado, em Belém, em Lisboa, recebeu, ontem, a Gala de Outono, da Escola Portuguesa de Arte Equestre.

A celebrar 41 anos de actividade, a Escola portuguesa de Arte Equestre é um pilar essencial na defesa e preservação na arte equestre portuguesa e defesa do Cavalo Puro Sangue Lusitano Alter Real.

Mensalmente, a EPAE, realiza as suas galas, com diferentes temáticas, nas quais é possível apreciar e deslumbrarmo-nos com o trabalho que é desenvolvido pelos cavaleiros e cavalos.

Um trabalho de muitas horas e que requer muita dedicação e sensibilidade, sendo posteriormente apresentado ao público num espectáculo baseado em classe, perícia, elegância e sofisticação.

Este picadeiro foi inaugurado em 2015 e reúne todas as condições de conforto e segurança para cavaleiros, cavalos e público (tendo sido respeitadas rigorosamente todas as normas de segurança dada a actual situação de pandemia que vivemos).

Na Gala de Outono, começámos por ver ‘Cavalo em Liberdade’, seguindo-se o ‘Carossel’ no qual participaram os cavalos mais novos da EPAE (com dois anos de treino, sendo que chegam à EPAE com 4 anos, aproximadamente), ‘Rédeas Longas’ em Passo de Dois, ‘Passo de Quatro’, ‘Picaria Real’, ‘Jogos da Corte’, ‘Solo’ e culminando, novamente, no ‘Carrossel’.

O ensino destes cavalos pode ser dividido em duas fases. Uma primeira em que aprendem os três andamentos básicos: passo, trote e galope, na chamada Baixa Escola. Uma segunda na qual aprendem a Alta Escola, como a passage, o piaffer, as piruetas, as passagens de mão a tempos aproximados e também os “ares altos” como as levadas, as pousadas, as corvetas, balotadas e capriolas, praticados na Picaria Real.

A equitação praticada é uma mescla entre a brida e a gineta, sendo que por exemplo nos jogos da corte prevalece a gineta.

E porque a EPAE é preservadora da história e da arte equestre, destacar ainda que em todas as suas apresentações, há a colocação de dois pilões no centro do picadeiro com as bandeiras das armas de D. João V.

 

Texto de Rui Lavrador
Fotografias de Rute Nunes & Carlos Pedroso

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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