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Os Ganhões de Castro Verde promoveram uma Oficina de Cante no CCB, no passado sábado. Uma iniciativa que juntou o grupo com muitos apreciadores de cante alentejano na sala de ensaio do Centro Cultural de Belém, em que foi possível cantar e aprender um pouco mais sobre as modas do cancioneiro alentejano.

 

 

Este grupo coral foi criado em 1972, sendo que em 1995 é criada a Associação de Cante Alentejano Os Ganhões de Castro Verde, que tem como objectivos a “Preservação e divulgação do cante alentejano; Preservação dos usos e costumes do concelho de Castro Verde; Manter em funcionamento grupos corais de cante alentejano; Promover acções por sua iniciativa ou colaborar com outras entidades, com vista à referida preservação e divulgação do cante alentejano; Filiar-se em organismos nacionais e internacionais, de acordo com as necessidades da realização do objecto e fins da Associação”.

 

 

São representantes de Castro Verde e uns dos maiores divulgadores e defensores do cante alentejano. Além da Oficina de Cante, Os Ganhões de Castro Verde integraram o espectáculo “Terra Chã” com a Companhia de Bailado de Évora, que subiu ao palco do Pequeno Auditório do CCB nos dias 23 e 24 de Junho.

 

 

Na Oficina de Cante, bem conseguida, houve a explicação de algumas modas do cancioneiro alentejano, a explicação do que é o “Ponto”, o “Alto” e as suas funções e características no cante alentejano.

 

“Ganhões” significa “homens que trabalhavam no campo, na lavoura. Havia duas categorias de Ganhões, os de pensão, que trabalhavam todo o ano numa determinada herdade, e os “rasos” que trabalhavam no que aparecia para fazer: sementeiras, apanha da azeitona, colheitas, etc. Estes moços de lavoura trabalhavam de sol a sol e viviam unicamente do seu trabalho”.

 

 

Mas se em tempos idos o Cante estava muito associado ao trabalho, actualmente está mais associado ao lazer e ao convívio. Facilmente se pode encontrar gente a cantar à alentejana nas típicas tascas e tabernas alentejanas.

 

 

“Meu lírio roxo do campo”, “Rama da Oliveira”, “Já passei ao mar alto”, “Ia chegando às areias”, “A Vila de Castro Verde”, “Fui colher uma romã”, “Estava dormindo acordei”, “Dá-me uma pinguinha de água”, “Vai de Centro ao Centro”, “É tão Grande o Alentejo” ou “Ceifeira Linda Ceifeira” foram ensinadas e posteriormente cantadas pelo grupo e pelos curiosos que aderiram a esta iniciativa.

 

 

Esta iniciativa tem especial relevância por permitir que se conheça um pouco mais a fundo o cante alentejano, para se perceber a forma interpretativa e as mensagens que tenta transmitir. Uma iniciativa louvável e que esperamos se possa repetir em breve.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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