GNTK: “O objectivo de todos os nossos temas é que os ouvintes se consigam identificar com a mensagem que cada um deles transmite”

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GNTK é o alter ego de Diogo Fernandes e João Correia, que junta este dois produtores/músicos naturais do distrito de Leiria, tendo como objectivo primordial dar o corpo a um projecto energético e bastante interativo com o público.

 

Uma viagem a vários géneros musicais passando pela Electrónica, Hip Hop/Rap, Trap, Moombahton entre outros… Esta dupla soma mais de uma década de experiência live entre clubs e palcos e conta ainda com mais de 100 releases em conceituadas editoras nacionais e internacionais. 

 

Em entrevista ao Infocul abordam o percurso musical, o panorama actual da música electrónica em Portugal e o novo disco, que sairá em breve.

Quando surge este projecto? 

 

Este projecto surgiu por volta de Fevereiro de 2016, ou seja conta com cerca de 10 meses de existência. 

 

 

Vocês acabam por fazer uma fusão entre vários géneros musicais mas a base é a electrónica… Quais as vossas inspirações e como é o vosso processo criativo? 

 

Diogo:  As minhas inspirações variam um pouco por toda a música de cariz electrónico não havendo nenhum género em especifico, gosto de procurar coisas novas e diferentes para assim conseguir sair da minha zona de conforto e desta forma criar novas sonoridades/melodias. 

 

João: Eu sou generalista. Consumo todo o tipo de música que, a meu ver, tenha qualidade. Isso acaba por me alargar o leque de conhecimento a nível musical e, por consequência, uma cultura mais desenvolvida, o que me permite ter mais bases na criação de letras e melodias. Tudo isto é essencial no processo criativo. 

 

 

Em termos de mensagem para o público com a vossa música, qual é o objectivo? 

 

O objectivo de todos os nossos temas é que os ouvintes se consigam identificar com a mensagem que cada um deles transmite, sendo que cada música aborda um tema/situação do nosso quotidiano. Convenhamos que o principal objectivo seja sempre a qualidade, de forma a que cada tema possa ser apreciado também por quem não se identifique tanto com a mensagem que a música possa transmitir. Mas é sempre bom quando conseguimos tocar no coração das pessoas. 

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Já pensaram na possibilidade de juntar a electrónica ao fado numa espécie de “Electrofado”? 

 

Seria um desafio bastante interessante, sendo que já não seria uma coisa inédita, pois há vários artistas/produtores que vêm vindo ao longo dos tempos a “remixar” alguns clássicos do Fado. Como ambos apreciamos bastante este género musical que tanto deu ao nosso pais, fica este desafio em aberto para uma eventual oportunidade. 

 

 

Em termos de discografia o que está a ser preparado? 

 

Um álbum bastante eclético a nível de sonoridade. O objectivo será alcançar o maior numero de pessoas, variando os temas entre ritmo, melodia e mensagem. Acabará por ser um álbum multifacetado, onde cada tema terá a sua própria identidade, quer seja ele mais emotivo ou mais energético.  

 

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Para 2017 quais os espectáculos que estão a ser preparados e que possam já ser revelados? 

 

Vamos entrar no novo ano em cima de palco pois a primeira data de 2017 será na Praia da Vieira num grande espetáculo de fim de ano onde estaremos ao lado de grandes artistas como Virgul e Supa Squad entre outros. Já na semana seguinte à passagem de ano estaremos um pouco mais a norte, em Pombal mais concretamente, na Ilha. Outras datas já se encontram agendadas, mas por motivos promocionais ainda não podemos anunciar.   

 

 

Como analisam o actual momento da musica electrónica em Portugal? Continua a ser uma musica para um nicho de público ou acalentam a ideia de vir a ser musica para um publico de massas? 

 

A música electrónica é um conceito bastante abrangente sendo que, no nosso ponto de vista, as sonoridades electrónicas estão bem presentes nos mais variados géneros musicais. Hoje em dia a música é reciclada de tal forma que a fusão de géneros acaba por criar novas identidades sonoras, daí ser bastante complicado filtrar música electrónica a um pequeno nicho de mercado. Tendo em conta que Portugal é um pais que faz parte da comunidade latina, torna-se natural que as grandes massas do nosso pais consumam mais o que é cantado em português, o que não impede a existência de sons electrónicos em música portuguesa. Em suma, em Portugal houve um crescimento de ouvintes de música electrónica mas ainda se restringe apenas a um nicho, se falarmos em géneros específicos como House, Tech House, Techno, Deep House, entre outros deste leque, no nosso entender. 

 

 

Quem são as vossas grandes referências musicais? 

 

Diogo: Como já disse anteriormente é complicado estar a referir nomes em especifico visto que ouço trabalhos de muitos produtores e cada um tem o seu valor e me inspira/influência de certa forma e para fazer uma lista ou resumo de todos os que aprecio seria muito injusto estar a escolher apenas alguns e deixar outros de fora. 

 

João: No panorama nacional e, visto que grande parte das minhas criações líricas são em RAP, destaco Sam the Kid, Valete e Dillaz como grandes referências. Sou consumidor do trabalho dos dois primeiros à largos anos. Já de artistas internacionais, tenho um leque quase infindável de artistas que fizeram parte do conhecimento musical que hoje tenho, mas se tiver de salientar alguns nomes, esses são, Bruno Mars, Freddie Mercury, Chris Brown, Ray Charles e Eminem. Um leque bastante diferenciado de géneros, mas bastante importantes no mundo da música, assim como inspiração. 

 

 

Onde pode o público interagir convosco e saber as vossas novidades? 

 

 

Estamos sempre disponíveis nas nossas redes sociais que são: 

Facebook: https://www.facebook.com/GNTKofficial 

Instagram: https://www.instagram.com/gntk_official 

Youtube: https://www.youtube.com/GNTKVEVO  

Sempre que precisarem ou tiverem alguma dúvida não hesitem em contactar através de uma destas redes. 

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Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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