Graça Fonseca admite candidatar-se à Câmara de Lisboa. Estarão as touradas no Campo Pequeno em risco?

 

 

 

A actual Ministra da Cultura, Graça Fonseca, admitiu, em entrevista ao Ipsilon (Jornal Público) poder um dia candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa, na qual esteve seis anos, como vereadora, durante os mandatos de António Costa.

Na entrevista, que pode ler aqui, Graça Fonseca refere que “não estou a trabalhar para outra candidatura que não seja para o próximo governo. Se me pergunta se eu gostei muito do trabalho em Lisboa, gostei muito. Estive seis anos em Lisboa com António Costa e gostei mesmo muito do trabalho que realizámos, porque nos permite essa ligação muito próxima às pessoas, ver e conhecer aquilo que estamos a fazer. Quando fizemos as Lojas com História, a reforma da cidade, quando abrimos a primeira incubadora de empresas no centro da cidade… Quando abriu a startup na Baixa, a Baixa fechava ao sábado e ao domingo, não tinha pessoas na rua. O trabalho que foi possível fazer ao longo daqueles anos, aliás, muito com o João Vasconcelos, que recentemente faleceu, mudou muito a cidade. Se me pergunta se foram seis anos felizes, foram bastante felizes, como também tem sido aquilo que tenho feito”, antes de acrescentar “quem sabe, o trabalho autárquico é algo que eu gostarei um dia de voltar a fazer, como presidente de câmara ou com outra função qualquer. É um trabalho muito gratificante”.

Sobre a polémica das touradas diz, na mesma entrevista, que “é uma posição assumida pelo Governo, da qual fui porta-voz; já tinha sido aprovado o Orçamento do Estado quando tomei posse. Há um empolamento que começa no meio político e extravasa, e que é alimentado fundamentalmente pelas redes sociais. O tema animais é um daqueles temas que suscitam os dois extremos de forma muito radical, que suscitam reacções de radicalização – e por um lado ainda bem​. Hoje a comunicação é hiper-rápida e tem uma lógica quase irracional. Tinha acabado de chegar ao Ministério da Cultura. Estava no Governo como secretária de Estado, mas não tinha a notoriedade de agora. O facto de ser tutelar a área da Cultura, que tem tido uma grande instabilidade governativa e de relação com os sectores, de ser dirigente nacional e de ter um percurso de alguma proximidade com o primeiro-ministro, tudo isto contribui para a atenção ser mais concentrada em mim”.

Tendo em conta a sua postura resta saber, caso se candidate, o que acontecerá ao Campo Pequeno.

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