Graça Fonseca sobre Santa Casa Alfama: “É uma escolha muito feliz fazer aqui este festival de fado”

 

 

No segundo, e último, dia de Santa Casa Alfama, a Ministra da Cultura, Graça Fonseca marcou presença e prestou declarações ao Infocul.pt sobre a importância deste festival de fado que vai na 7ª edição e que decorre num dos mais típicos bairros lisboetas.

A Ministra da Cultura começou por abordar a importância deste evento, explicando que “é muito importante, de facto já não é a primeira edição que eu venho”, recordando que “vim no passado, quando o festival começou não tinha este equipamento onde estamos, estamos no topo do terminal de cruzeiros que não existia quando começou o festival. A cidade mudou muito ao longo destes anos e o festival também, mudou inclusivamente de parceiros, mas houve algo que se manteve que é o fado, o fado património imaterial da humanidade que também que por ter feito esse trabalho para ser inscrito na lista de património da humanidade se foi reinventando, foi conseguindo com novos artistas, novos cantores, novos compositores, foi conseguindo trazer um pouco daquilo que é a nossa história contada através do fado para a contemporaneidade, e de facto é muito bom que as pessoas cada vez mais veem aqui, sabem as letras, cantam conjuntamente com os artistas e portanto percebe-se bem a importância de programar e é isso que estamos a falar , de programar através da música, através do fado uma zona como esta, zona de Alfama e aqui trazer tantas pessoas que veem pelo fado”.

Sobre a importância deste festival trazer mais pessoas a um dos bairros típicos de Lisboa, Alfama, disse que “Alfama sempre foi fado e fado sempre foi Alfama, portanto não há, se quiser, casamento mais feliz do que Alfama e fado, e por isso é uma escolha muito feliz fazer aqui este festival de fado, porque é uma forma de honrar aquilo que é a história de Alfama e deste bairro de Lisboa, precisamente com novas gerações que continuam aquilo que é a história deste bairro e a história dos seus habitantes”.

Sobre o facto de as novas gerações estarem a aderir ao fado, seja a assistir ou até mesmo a cantar, vê como positivo. “Acho precisamente o que foi o processo do fado, que mostra precisamente a capacidade de quando se trabalha, e o trabalho na candidatura do fado a património da humanidade demonstra a capacidade que nós temos de passar de geração em geração aquilo que muitas vezes podemos temer que esteja perdido, mas não está porque há sempre uma nova geração que vem, porque a história tem isto de extraordinário, que é nos permitir circular entre o passado, presente e o futuro e o fado é isso mesmo, permite precisamente circular tão extraordinariamente entre uma história, presente e o futuro e olhando para este festival percebe claramente que o fado tem futuro e não apenas presente”, rematou.

 

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: João de Sousa

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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