Grand Sun com novo disco: “As vendas de discos já não são um factor assim tão eliminatório, em oposição à presença online”

Sal Y Amore’ é o disco dos Grand Sun, com edição a 27 de Março. A banda concedeu entrevista ao Infocul.pt, na qual abordou este disco e fez um, pequeno, balanço do percurso do grupo.

O disco conta com 10 faixas, produção e gravação a cargo de André Isidro. A masterização coube a João Alves, excepto o tema ‘Feeling Tired’ que foi masterizado por Filipe Louro.

Os Grand Sun são António Reis, João Ribeiro, João Simões e Miguel Gomes.

O que pode o público esperar deste Sal y Amore?

Há pouco mais de um ano quando lançámos o nosso primeiro EP queríamos imenso apresentar o projecto aos media e tocar ao vivo. Mas depois debatemos-nos com a realidade de percorrer o país, crescer com as adversidades, responsabilidades e lidar com os problemas que foram surgindo. E bater de frente em muitas circunstâncias. O Sal Y Amore é a genuína representação deste momentum.

Quais as grandes novidades que apresentam neste disco, comparativamente ao que têm feito?

A banda deriva para um som mais cru e pesado que o EP anterior. É um disco coeso, com muitas passagens entre músicas e instrumentais mais expansivos. Há algumas escolhas muito mais arrojadas no que toca à produção, houve menos ponderação em relação a outras tantas escolhas. Atingimos aqui com este disco um balanço [perfeito para nós] entre o pensar e o fazer.

O projecto nasceu em 2016. Qual o balanço destes 4 anos?

4 anos de amor, companheirismo e paciência para caraças. Positivo, claro.

Quais os maiores desafios que têm enfrentado?

Fora da banda, o desafio é alguma dificuldade em programar coisas. O meio anda todo bastante saturado e com pouca vaga para se fazer mais. No nosso lado, esta é uma fase de experimentação para nós porque pela primeira vez temos de lidar com não ter todo o tempo do mundo para a banda, e com as constantes cedências e limites pessoais.

Como é o vosso processo criativo na construção dos temas?

Absorver o meio e as influências, adaptar o lirismo a um tema tangível, e espremer tudo em estúdio.

Este disco demorou relativamente pouco tempo a ser gravado. Contudo,quanto tempo demorou toda a pré-produção do disco, escolha de repertório, etc?

De forma mais abrangente, a pré-produção começou nos primeiros concertos da Tour anterior, onde começámos logo a experimentar tocar temas que viriam a constar neste novo disco. Depois gradualmente fomos tocando menos EP e mais disco até finais de 2019 quando decidimos o que ia constar e não.

Em termos de espectáculos o que já está fechado para apresentação do disco?

Nós e a Gig., a nossa agência, estamos a tratar de desenhar uma tour porreira que em breve divulgaremos.

Em termos de vendas, quais os números que vos deixariam satisfeitos relativamente a este disco?

Honestamente não temos um número em mente. As vendas de discos já não são um factor assim tão eliminatório, em oposição à presença online e às possibilidades de concertos (onde teremos, claro, discos físicos à venda). [sorriem]

Qual a mensagem que deixam aos nossos leitores?

Sem Sal não há Amore. Mas cuidado com a hipertensão. Até ao próximo concerto!

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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