Grand Sun referem que maior desafio do disco foi “convergir uma série de ideias que tínhamos em cima da mesa que puxavam em direcções um pouco diferentes”

 

 

 

“The Plastic People of The Universe” é o novel trabalho discográfico de Grand Sun, com edição a 28 de Setembro.

 

 

Um trabalho que conta com cinco temas, mas com histórias bem contadas e ainda melhor interpretadas. A banda refere que “sim, de certa forma, nós apenas não o pensamos como um disco de poucas músicas porque fez sentido na altura apenas gravar estas cinco. Quanto às grandes histórias, é a nossa perspectiva mundana, não somos muito o tipo de banda que fale sobre assuntos extremamente abrangentes. Preferimos falar do que sabemos e nos é palpável. E para todos os efeitos, o tamanho não importa”, dizem quando os questionámos se poderíamos definir este trabalho como de poucas músicas mas grandes histórias.

 

 

A partir do momento em que começámos a olhar para Grand Sun como uma banda capaz de contar histórias em formato canção. Antes gostávamos muito de músicas longas e anda hoje temos influências que apontam para aí mas para nós é melhor manter as coisas simples e sem grandes truques. Esses já estão dentro da ideia de simplificação. Mas foi uma decisão de corte, o António chegou ao estúdio e disse-nos “vamos compor apenas coisas novas e gravar isso” e foi como que uma lufada de ar fresco para o projecto”, esclarecem quanto ao momento em que começaram a pensar neste disco, que agora está prestes a sair.

 

 

Referem que este disco “não tem uma mensagem assumida”, sendo que “apenas fala de alguns temas que nos são familiares e pede a que quem o escute, que se envolva com esses temas. E é sobre pessoas plásticas, uma forma curiosa de olhar para nós todos”.

 

 

É um processo que varia bastante mesmo entre nós. Para mim parte de um vislumbre de uma linha melódica ou uma frase que esteja em repetição na minha cabeça, como se fosse apenas um vislumbre de algo maior, e tudo o resto será composto em extensão disso. Vamo-nos complementando na parte do ‘mais criativo‘”, esclarecem quando questionados sobre o processo criativo na elaboração dos temas.

 

 

 

Quanto aos desafios a que este disco obrigou, começam por revelar que “inicialmente convergir uma série de ideias que tínhamos em cima da mesa que puxavam em direcções um pouco diferentes. Através das nossas influências e formas de ser, o desafio seguinte foi tentar limar essas mesmas ideias e levar para o estúdio”, antes de acrescentarem que “o pouco tempo diário que tínhamos fez com que os dias se fossem estendendo até ser possível e por conseguinte, tivéssemos que fazer algumas reduções nas músicas tanto a nível de partes como instrumentação. Como dois de nós estiveram no estrangeiro meio ano, o processo de mistura e masterização foi demorado e mais difícil fazendo com que o disco demorasse a ver a luz do dia. Tendo sido gravado ainda em 2017, o disco atravessou fases de viagem de quase todos nós (algumas de longa duração) e a nossa percepção dele foi mudando ligeiramente. E a constante evolução da banda mesmo durante o período de produção do disco foi um desafio porque queríamos sempre algo diferente”.

 

 

 A banda deixa ainda a sugestão para que “pisquem-nos o olho no Facebook e Instagram, onde comunicamos mais diretamente e publicamos mais frequentemente. Podem ouvir-nos no Spotify, Youtube e Bandcamp, assim como outras plataformas de streaming digital”, deixando uma mensagem a todos os nossos leitores: “Há mais coisas nossas para além deste disco. Tais como: Concertos. Venham-nos ver ao vivo. E talvez mais umas músicas aí a sair proximamente. Atentem”.

 

 

Os Grand Sun são constituídos por António Reis, João Ribeiro, João Simões e Miguel Gomes.

 

 

Este disco contou com produção de Guilherme Gonçalves, masterização de Bruno Plattier e todas letras e músicas são da autoria da banda.

Rui Lavrador

Iniciou em 2011 o seu percurso em comunicação social, tendo integrado vários projectos editoriais. Durante o seu percurso integrou projectos como Jornal Hardmúsica, LusoNotícias, Toureio.pt, ODigital.pt, entre outros Órgãos de Comunicação Social nacionais, na redacção de vários artigos. Entrevistou a grande maioria das personalidades mais importantes da vida social e cultural do país, destacando-se, também, na apreciação de vários espectáculos. Durante o seu percurso, deu a conhecer vários artistas, até então desconhecidos, ao grande público. Em 2015 criou e fundou o Infocul.pt, projecto no qual assume a direcção editorial.

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